Ataque químico a Damasco foi lançado desde posições da oposição, diz Rússia
Internacional|Do R7
Moscou, 21 ago (EFE).- O ataque químico nos arredores de Damasco, que nesta quarta-feira matou pelo menos 1.300 pessoas, segundo a Coalizão Nacional Síria, foi lançado desde posições ocupadas pelos guerrilheiros da oposição, denunciou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Aleksandr Lukashevich. "No começo da manhã de 21 de agosto, um foguete de fabricação artesanal, similar ao usado pelos terroristas em 19 de março em Jan al Asal e com uma substância química venenosa não identificada, foi lançado desde posições ocupadas por guerrilheiros", assinala um comunicado de Lukashévich. O alto diplomata, citado pelas agências russas, ressaltou que as informações sobre o uso de armas químicas por parte do regime sírio do presidente Bashar al Assad parecem um sabotagem planificada. "Chama a atenção o fato de que os meios de comunicação regionais privados iniciaram em seguida, como se tivessem recebido uma ordem, um agressivo ataque informativo carregando toda a responsabilidade sobre a parte governamental", diz o comunicado. Segundo Lukashévich, "tudo isto indica que enfrentamos de novo uma provocação planejada. É possível ver que o ataque criminoso às imediações de Damasco foi perpetrado justo no momento em que a missão de especialistas da ONU iniciou com sucesso seu trabalho" no terreno para investigar três possíveis casos de uso de armas químicas. A Coalizão Nacional Síria, a principal aliança opositora, denunciou que pelo menos 1.300 pessoas morreram hoje em um suposto ataque com armas químicas em vários distritos da periferia de Damasco, embora as autoridades sírias tenham rejeitado estas acusações. EFE aep/ff













