Ataque suicida deixa um morto e três feridos na Somália
Internacional|Do R7
(Atualiza com declarações de terroristas e primeiro-ministro). Mogadíscio, 29 jan (EFE).- Um atentado suicida perpetrado em frente ao gabinete do primeiro-ministro da Somália, na capital do país, Mogadíscio, deixou uma pessoa morta e três feridas, segundo um comunicado do governo local. O ataque ocorreu quando um suicida tentou invadir o gabinete de Abdi Farah Shirdon e após ser interceptado pelas forças de segurança ateou fogo no próprio corpo e detonou uma bomba, disse a Agência Efe uma testemunha do fato. Além do suicida, um soldado morreu no atentado, enquanto três membros da equipe de segurança de Shirdon ficaram feridos, informou um comunicado emitido pelo gabinete do primeiro-ministro. A organização islâmica somali Al Shabab afirmou ser responsável pelo ataque no site amiirnuur.com, que apoia o grupo. A informação na página da web disse que sete oficiais do Exército da Somália morreram e vários ficaram feridos. O primeiro-ministro disse que o ataque foi um ato covarde. Shirdon pediu que as forças de segurança do país permanecessem em alerta para defender todas as conquistas obtidas pelo governo da Somália nos últimos 18 meses, que conseguiu certa estabilidade no país após duas décadas de conflitos. "Este ataque desumano e bárbaro mostra mais uma vez a ideologia cruel, de massacres e destruição, do Al Shabab, mas estes atos nunca irão nos impedir de seguir o caminho da paz e da estabilidade", discursou o primeiro-ministro somali. Abdi Farah Shirdon, conhecido como Saaid, foi nomeado em outubro passado primeiro-ministro pelo presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud. Após a retirada de Mogadíscio da milícia radical islâmica Al Shabab, em agosto de 2011, a capital vive em relativa calma, abalada com frequência por ataques suicidas ou com carros-bombas. Apesar dos avanços conseguidos no ano passado, com a eleição de um Parlamento, um presidente e um primeiro-ministro, o que colocou fim a um período de transição, a Somália ainda se encontra imersa em um conflito armado. EFE ia/dk











