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Ataque terrorista deixa 15 mortos e vários feridos no sul da Tailândia

Foi o pior ataque em anos numa região onde uma insurgência separatista muçulmana já matou milhares, contudo nenhum grupo assumiu a autoria

Internacional|Do R7, com Agência Reuters

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Equipes de resgate transferem os corpos dos mortos por suspeitos separatistas
Equipes de resgate transferem os corpos dos mortos por suspeitos separatistas

Suspeitos invadiram um posto de controle de segurança no sul da Tailândia e mataram pelo menos 15 pessoas, incluindo um policial e muitos voluntários de defesa da aldeia, disseram autoridades da província de Yala, nesta quarta-feira (06).

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Foi o pior ataque em anos na região, onde uma insurgência separatista muçulmana já matou milhares. Os agressores também usaram explosivos e pregos espalhados nas estradas para atrasar as autoridades locais.

"Este é provavelmente o trabalho dos insurgentes", disse à Reuters o coronel Pramote Prom-in, porta-voz regional de segurança. "Este é um dos maiores ataques dos últimos tempos."


Contudo, até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque.

A insurgência separatista nas províncias de Yala, Pattani e Narathiwat, na maior parte étnica-budista da Tailândia, já matou quase 7.000 pessoas desde 2004, diz Deep South Watch, um grupo que monitora a violência.


A população das províncias, que pertencia a um sultanato muçulmano malaio independente antes de a Tailândia os anexar em 1909, é 80% muçulmana, enquanto o resto do país é predominantemente budista.

Alguns grupos rebeldes do sul disseram que estão lutando para estabelecer um estado independente.


As autoridades prenderam vários suspeitos da região em agosto por causa de uma série de pequenas bombas detonadas em Bangkok, capital, embora não tenham culpado diretamente nenhum grupo insurgente.

O principal grupo de insurgência, o Barisan Revolusi Nasional (BRN), negou a responsabilidade pelos atentados de Bangkok, que feriram quatro pessoas.

Em agosto, o grupo disse à Reuters que havia realizado uma reunião preliminar secreta aqui com o governo, mas qualquer passo em direção a um processo de paz pareceu murchar depois que o vice-primeiro-ministro rejeitou uma exigência essencial para a libertação de prisioneiros.

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