Ataque terrorista na Tunísia deixa 19 mortos
Internacional|Do R7
Túnis, 18 mar (EFE).- Um total de 19 pessoas, 17 delas turistas estrangeiros de nacionalidades italiana, espanhola, sul-africana, japonesa, alemã e polonesa, morreram nesta quarta-feira em um ataque terrorista em Túnis que também deixou pelo menos 24 feridos, informou o governo da Tunísia. Os outros dois mortos eram cidadãos tunisianos - um policial e uma faxineira do Museu do Bardo, onde os terroristas se entrincheiraram com reféns. Segundo números divulgados pelo primeiro-ministro tunisiano, Habib Al Said, dos 24 feridos, 22 são turistas, e os outros dois, tunisianos. O político também disse que dois dos terroristas foram mortos. Testemunhas disseram à Agência Efe que os terroristas saíram de uma mesquita localizada entre o edifício do parlamento tunisiano e o Museu do Bardo e fizeram disparos na direção de um ônibus com turistas antes de fazer vários reféns. "Pudemos ver quatro terroristas armados. Houve muitos disparos, e agora estão no jardim, não conseguiram entrar no edifício", contou à Efe Mona Brahim, deputada do partido islamita moderado An Nahda que estava dentro do museu e que, como a maioria dos parlamentares, foi retirada do local. Agentes de Segurança nas proximidades do museu afirmaram à Efe que um dos supostos terroristas, um jovem estudante de 22 anos, foi detido pelas forças de Segurança. O ataque aconteceu no começo da manhã quando três supostos jihadistas usando uniformes militares tentaram atacar a sede do parlamento da Tunísia e, após um tiroteio, se refugiaram no vizinho museu do Bardo, onde fizeram vários reféns, segundo a polícia. No momento da tentativa de ataque, havia várias comissões parlamentares reunidas, entre elas a de Justiça, com o ministro da pasta no local. A Tunísia foi palco, nas últimas semanas, de um aumento da atividade jihadista na região de Kasserine, na fronteira oeste com a Argélia, uma região montanhosa utilizada como reduto de radicais locais e também grupos procedentes do país vizinho e outros como Mali, Marrocos e Mauritânia. EFE jm-ma/id (foto)











