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Ataques contra homossexuais aumentam em Nova York, dizem autoridades

Internacional|Do R7

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NOVA YORK, 21 Mai (Reuters) - Nova York está vivenciando um aumento nos crimes contra homossexuais, com dois novos ataques poucos dias depois do assassinato de um homem no fim de semana, afirmou o comissário de polícia da cidade nesta terça-feira.

Dois homens com cerca de 40 anos foram atacados em uma rua do bairro do SoHo, em Manhattan, na manhã desta terça-feira, por dois homens que gritavam insultos anti-gay em espanhol e inglês, deixando uma vítima com uma lesão leve no olho, segundo a polícia.


Na segunda-feira à noite, um homem de 45 anos foi espancado até ficar inconsciente, depois de passar a noite em bares em East Village, também em Manhattan, com um homem que conheceu em um abrigo onde ambos estavam hospedados, disse a polícia.

Os ataques aconteceram após a morte na sexta-feira de Mark Carson, de 32 anos, baleado na cabeça, em Greenwich Village, um bairro muitas vezes descrito como o berço do movimento pelos direitos dos homossexuais nos Estados Unidos.


A polícia está tratando o caso como um crime de ódio.

Carson, que era abertamente homossexual, foi baleado por um atirador gritando insultos anti-gay, segundo a polícia. Um suspeito identificado como Elliot Morales, de 33 anos, foi preso sob a acusação de homicídio em segundo grau, incluindo crime de ódio.


Em entrevista coletiva com o comissário de polícia Ray Kelly, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, chamou os ataques de "desprezíveis".

"Ele foi assassinado por causa de sua orientação sexual, e só por causa de sua orientação sexual", disse Bloomberg sobre Carson, acrescentando: "Nova York tem tolerância zero para a intolerância."


"Somos um lugar que celebra a diversidade, um lugar onde as pessoas vêm de todo o mundo para se viver livre de preconceito e perseguição", disse o prefeito.

Os dois ataques não fatais aconteceram após uma marcha realizada na segunda-feira à noite para protestar contra o assassinato de Carson.

A manifestação teve a participação de vários candidatos na eleição deste ano para a Prefeitura de Nova York, incluindo Christine Quinn, presidente da Câmara Municipal. Se eleita, Quinn seria a primeira prefeita mulher e abertamente gay de Nova York.

O comissário de polícia disse que 29 ataques anti-gays foram relatados em Nova York neste ano, contra 14 no mesmo período do ano passado, mesmo com a queda de quase 30 por cento nos crimes de ódio em geral.

(Reportagem de Jonathan Allen)

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