Ataques no Congo deixam 16 milicianos e dois civis mortos
Internacional|Do R7
Kinshasa, 23 ago (EFE).- Pelo menos 16 milicianos do grupo rebelde M23 e dois civis morreram na quinta-feira no leste da República Democrática do Congo (RDC), em um dia de violência marcado pelos enfrentamentos entre o Exército e o movimento insurgente. Segundo informou o Governo, as Forças Armadas da RDC mataram os rebeldes em uma contra-ofensiva lançada sobre a cidade de Kibati e seus arredores, na província de Kivu do Norte. Nestes combates, o Exército capturou, além disso, 12 insurgentes e destruiu um depósito de munição de Kibumba, cujo achado comprova a ajuda que o M23 está recebendo de Ruanda, segundo o Governo. Por outro lado, pelo menos dois civis morreram e outros 14 ficarem feridos por quatro projéteis lançados sobre a cidade de Goma, segundo informou o vice-governador de Kivu do norte, Feller Lutahichirwa, através da "Rádio Okapi". O chefe da Missão de Estabilização da ONU na RDC (MONUSCO), Martin Klober, ordenou ontem que suas tropas "reajam e tomem qualquer medida que seja necessária para proteger os civis e prevenir o avanço do M23". Segundo Klober, há áreas povoadas e posições de soldados das Nações Unidas que estão sendo atacadas indiscriminadamente com fogo de morteiro. O M23 é integrado por soldados congoleses amotinados, alguns deles membros do antigo Congresso Nacional para a defesa do povo supostamente fiel ao rebelde Bosco Ntaganda, processado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra. Em 20 de novembro, o M23 tomou a estratégica cidade de Goma, capital de Kivu do Norte, o que motivou o deslocamento de centenas de milhares de pessoas e ameaçou com um conflito de repercussões regionais. A RDC está imersa em um frágil processo de paz após a segunda Guerra do Congo (1998-2003), que envolveu vários países africanos, e tem desdobrados em seu território cerca de 19 mil soldados da ONU. EFE py/ff











