Atirador de Dallas não representa os afro-americanos, afirma Obama
Militar veterano do Afeganistão de 25 anos lançou ataque com tiros e matou cinco policiais na quinta
Internacional|Do R7

O presidente norte-americano, Barack Obama, disse neste sábado (9) que o militar veterano negro dos Estados Unidos acusado de ter matado cinco policiais em Dallas não representa os afro-americanos.
Micah Johnson, um militar veterano do Afeganistão de 25 anos, afirmou querer “matar pessoas brancas” antes de cometer o crime que acirrou ainda mais o debate sobre a segregação racial nos Estados Unidos.
Na noite da última quinta-feira (7), ele lançou um ataque com tiros de longa distância que mataram cinco policiais e feriram outras nove pessoas em uma manifestação em Dallas. O ataque ocorreu no final de um protesto contra violência policial, convocado após as mortes de Philando Castela, 32, próximo a St. Paul, Minnesota, na quarta-feira, e Alton Sterling, 37, em Baton Rouge, Louisiana, na terça-feira.
O atirador de Dallas foi morto pela polícia com um robô carregado de explosivos, após ele ter sido encurralado em um estacionamento. Outros sete policiais e dois civis ficaram feridos na emboscada no centro de Dallas.
Falando diretamente de Varsóvia, na Polônia, onde participou de um encontro da OTAN (aliança militar do Atlântico Norte), Obama pediu aos norte-americanos que não vejam o país como algo dividido em dois grupos opostos.
— Por mais doloroso que esta semana tenha sido, eu acredito firmemente que os Estados Unidos não são tão divididos quanto alguns têm insinuado. Não podemos deixar que as ações de alguns definam todos nós.
Para Obama, o país não está voltando ao cenário de polarização visto na década de 1960.
— Não importa o quão forte, o quão duro e deprimente tenham sido as mortes nesta semana, nós temos princípios nos quais nos alicerçamos.
As autoridades identificaram o atirador no ataque de Dallas como sendo Micah Johnson. Um homem que serviu no Afeganistão, abraçou a militância negra nacionalista e expressou indignação acerca dos ataques de policiais contra negros e o desejo de "matar os brancos, especialmente os policiais brancos".
— O indivíduo problemático que realizou esses ataques em Dallas não representa os afro-americanos, assim como o atirador em Charleston não representa os brancos americanos, e nem o atirador em Orlando ou San Bernardino representa os muçulmanos americanos. Eles não falam por nós. Isso não é o que somos.












