Atirador italiano pretendia se matar após atacar sede do governo
Na ação, três pessoas ficaram feridas, incluindo uma mulher grávida
Internacional|Do R7

O homem que protagonizou um ataque à sede do governo italiano em Roma, uma ação que deixou três pessoas feridas, "tinha intenção de se suicidar no hotel", mas desistiu porque pensou que "seu suicídio poderia ser ligado à crise".
Assim declararam nesta quarta-feira (1º) os advogados de defesa de Luigi Prieti após a conclusão do interrogatório ao que foi submetido.
Luigi Prieti, de 49 anos e original da região de Reggio Calabria, efetuou uma série de disparos contra a sede do governo no mesmo dia que o primeiro-ministro, Enrico Letta, e seus 21 ministros juravam seus cargos perante o chefe de Estado, Giorgio Napolitano.
Ao ser imobilizado pelos policiais, Prieti questionava: "Por que não atiraram em mim?", explicaram os advogados, que precisaram que o agressor pensava que "sua ação resultaria na sua morte".
Dois policiais feridos em tiroteio em frente à sede do governo italiano
No dia do incidente, o promotor de Roma, Pierfilippo Laviani, assegurou que Prieti "tinha objetivo de atingir os políticos, mas, como não pôde alcançá-los, disparou contra os policiais".
Nesta quarta-feira, os jornais italianos mostram em suas capas uma sequência de vídeo das câmaras de segurança, a qual mostra o agressor com uma pistola - uma Beretta calibre 765 -, a menos de meio metro da cabeça do policial Giuseppe Giangrande antes de efetuar o disparo.
O agente, que sobreviveu ao tiro, foi submetido a uma pequena cirurgia para remoção da bala e segue em estado grave.
Segundo os médicos, o fato de Giangrande não ter morrido no ato pode ser considerado "um milagre".
Os outros dois feridos pelos disparos de Prieti, um oficial atingido na perna e uma mulher grávida, que levou um tiro de raspão, se encontram fora de perigo.
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