Audiência de extradição de Pizzolato é adiada na Itália
Internacional|Do R7
Roma, 5 jun (EFE).- O Tribunal de Apelação de Bolonha decidiu nesta quinta-feira adiar para 28 de outubro a audiência sobre a extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, uma vez que a Justiça italiana ainda não recebeu alguns documentos necessários para continuar com o processo. "Faltavam documentos que ainda não foram enviados do Brasil", disse na saída da audiência Alessandro Sivelli, um dos advogados de Pizzolato. Segundo a imprensa local, o documento que a Justiça italiana reivindica é um relatório sobre a situação da prisão brasileira na qual o condenado será recluso se for extraditado. Pizzolato foi detido em fevereiro em Modena, no norte da Itália, após fugir do Brasil depois ser condenado no julgamento do mensalão a 12 anos e sete meses de prisão por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e fraude. Na audiência de hoje esteve presente o advogado que representa o governo brasileiro, Michele Gentiloni Silveri, que explicou que durante a audiência foram abordadas "questões processuais". "Eu acho que a extradição é possível, mas há alguns problemas de direito muito complicados que deverão ser discutidos", declarou o advogado à imprensa. Desde sua detenção, Pizzolato permaneceu na prisão de Sant'Anna, em Modena, dado que a Justiça italiana determinou que existia risco de fuga e à espera de sua possível extradição. Durante uma audiência realizada dois dias após sua detenção, Pizzolato explicou aos juízes as razões pelas quais tinha fugido. "Segundo ele, o processo (no Brasil) não foi administrado corretamente e se trata de um julgamento político, já que não cometeu os fatos pelos quais é acusado", informou aos meios de comunicação italianos seu outro advogado, Lorenzo Bergami. EFE gsm/rsd












