Áustria anuncia retirada de seus boinas azuis de Golã
Internacional|Do R7
Viena, 6 jun (EFE).- O governo da Áustria anunciou nesta quinta-feira que irá retirar nas próximas semanas seu contingente de 382 soldados da ONU das Colinas de Golã, onde estavam desde 1974, como parte de uma missão das Nações Unidas que supervisiona a linha de cessar-fogo entre Israel e Síria. A decisão austríaca, anunciada em comunicado de imprensa, ocorre após os combates registrados hoje na zona, onde rebeldes sírios conquistaram temporariamente a passagem fronteiriça de Quneitra, que depois foi reconquistado por unidades do Exército regular da Síria. "A participação do exército austríaco na Missão UNDOF (Força das Nações Unidas de Observação da Separação nas Colinas do Golã) não pode ser mantida por razões militares", afirmaram em nota conjunta o chanceler federal da Áustria, Werner Faymann, e o ministro das Relações Exteriores e vice-chanceler, Michael Spindelegger. "O Ministério da Defesa constatou nas últimas semanas uma piora da situação na zona", acrescentaram os dois máximos representantes do governo austríaco. Com a retirada dos austríacos, a participação da UNDOF fica reduzida a militares da Índia e das Filipinas. Nos últimos meses, já tinham se retirado da missão os contingentes do Canadá, Japão e Croácia, enquanto as Filipinas estão estudando a saída de suas tropas. "Já não existe de fato a liberdade de movimento pela zona. A exposição incontrolada ao perigo aumentou para os soldados austríacos em um grau inaceitável", explicam Faymann e Spindelegger no comunicado. Por sua presença nas Colinas de Golã, a Áustria foi um dos países que mais se opôs a retirar o embargo de armas da União Europeia contra a Síria. EFE jk/dk











