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Áustria diz que não haverá acordo europeu sobre embargo de armas à Síria

Internacional|Do R7

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Bruxelas, 27 mai (EFE).- O ministro das Relações Exteriores austríaco, Michael Spindelegger, garantiu nesta segunda-feira que as negociações para conseguir um acordo europeu sobre o embargo de armas à Síria fracassaram e que corresponderá aos países tomar as decisões que considerem necessárias em escala nacional. "É lamentável que após tantos esforços e tanto tempo não tenhamos podido alcançar um acordo", disse Spindelegger em entrevista coletiva, realizada em um intervalo da reunião que os titulares de Relações Exteriores dos 27 países da União Europeia (UE) realizam em Bruxelas. Segundo várias fontes diplomáticas, os ministros voltarão a reunir-se está noite para tentar conseguir um compromisso, mas o ministro austríaco garantiu que não haverá um consenso e que todo o regime de sanções à Síria cairá no dia 31 de maio, quando caducam as medidas se não houver acordo. A Áustria foi um dos países mais reticentes a aceitar que a UE permita armar os rebeldes sírios, frente às reivindicações de países como o Reino Unido. A opção de compromisso mais discutida hoje foi a de aprovar uma suspensão com condições do embargo para a oposição, mas mantê-lo em suspenso até dia 1 de agosto, a fim de poder dar uma oportunidade à conferência de paz que promovem em Genebra Estados Unidos e Rússia. A discussão, segundo outras fontes, se centrou nas últimas horas em se o sinal verde definitivo ao envio de armas seria automático uma vez atingida essa data ou se seria necessária uma nova decisão unânime dos 27 membros do bloco. O objetivo dos países que, como o Reino Unido, insistem em levantar o embargo o mais rápido possível é que a decisão sirva para pressionar o regime antes da reunião de Genebra, segundo fontes diplomáticas. A UE negocia praticamente contra o relógio, pois todo o regime de sanções à Síria vence no próximo dia 31 de maio, tanto para a oposição como para o regime. A priori, todos os membros desejam manter os castigos em vigor contra o regime do presidente sírio, Bashar al Assad, mas Londres advertiu em algum momento que estaria disposta a deixar cair todo esse pacote para conseguir seu objetivo. EFE mvs/rsd (foto)

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