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Autoridades da Arábia Saudita prendem 8 intelectuais e ativistas

Prisões foram denunciadas pela ONG de direitos humanos ALQST, que monitora a situação no reino saudita controlado por bin Salman

Internacional|Da EFE

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Críticas ao príncipe saudita bin Salman rendem perseguição
Críticas ao príncipe saudita bin Salman rendem perseguição

As autoridades da Arábia Saudita detiveram nos últimos dias pelo menos oito ativistas e intelectuais em uma nova onda de prisões contra vozes críticas e da oposição no reino, de acordo com denúncias da ONG de direitos humanos ALQST, com sede em Londres.

O diretor da ONG, o saudita Yahia Assiri, disse à Agência Efe que os detidos são ex-ativistas e intelectuais, alguns dos quais têm blogs na internet, embora tenham se afastado da política anos atrás, depois de terem sido presos por suas atividades.


Assiri explicou que os policiais sauditas "vestidos como civis entraram nas casas desses ativistas, prenderam e confiscaram seus computadores pessoais e telefones celulares", sem detalhar quando.

Ataques contra ativistas são periódicos


Os detidos foram identificados como Musab Fuad, Bader al Rashed, Abdulrahman Alsherhi, Waad al Muhaya, Sulaiman al Saikhan al Nasser, Abdulmajeed al Buluwi, Abdulaziz al Hais e Fuad al Farahan.

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O diretor do ALQST disse que outra pessoa poderia ter sido detida, mas sua prisão ainda não foi verificada pela ONG.


Ele não deu mais detalhes sobre os motivos das prisões, embora tenha ressaltado que as autoridades sauditas realizam ataques contra ativistas periodicamente desde 2017.

Críticas a Salman


A última campanha de prisões ocorreu em abril deste ano, quando oito ativistas de direitos humanos foram presos, incluindo dois com a segunda cidadania americana.

As autoridades perseguem os opositores e quem se atreve a criticar as políticas do reino, apesar das promessas de reformas do príncipe herdeiro Mohammad bin Salman, que nos últimos anos concedeu algumas liberdades pessoais e direitos básicos aos cidadãos, especialmente às mulheres.

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