Avião com ajuda humanitária do Unicef aterrissa em Sana
Internacional|Do R7
Sana, 10 abr (EFE).- Um avião com 16 toneladas de ajuda humanitária, fretado pela Unicef, aterrissou nesta sexta-feira em Sana, pouco depois de uma aeronave da Cruz Vermelha chegar na capital do Iêmen, também com 16 toneladas de material médico. Segundo um comunicado do Unicef, a ajuda, composta por antibióticos, micronutrientes, produtos higiênicos e material para realizar partos, "pode ser a diferença entre a vida e a morte para as crianças e suas famílias". O representante da Unicef no Iêmen, Julian Harneis, afirmou que "a situação humanitária piora com a passagem do tempo, enquanto cada vez é mais limitado o acesso à água potável e aos serviços básicos de saneamento e saúde". "O material que conseguimos trazer hoje pode marcar a diferença entre a vida e a morte para as crianças e suas famílias", disse Harnes em Amã (Jordânia), citado pelo comunicado do Unicef. O responsável do Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância explicou que com esta ajuda podem ser cobertas as necessidades médicas de 80 mil pessoas e alimentadas 20 mil crianças. A nota disse que milhares de famílias em todo o país abandonaram seus lares em busca de lugares mais seguros, e que os hospitais estão saturados devido ao grande número de feridos e falta de material médico. Um primeiro avião com material médico fretado pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) aterrissou nesta manhã em Sana. O avião partiu de Djibuti, de onde foram fretados nesta semana duas embarcações com ajuda humanitária, que chegaram ao porto de Áden na quarta-feira. As organizações humanitárias tentavam introduzir a ajuda no país desde a internacionalização e agravamento do conflito iemenita, em 26 de março, quando começaram os bombardeios da coalizão árabe contra posições houthis. As negociações, as condições e as dificuldades logísticas tinham atrasado a chegada do material, vital para atender os feridos de um conflito que causou já entre 600 e mil mortos, segundo distintas fontes. Desde a explosão da última escalada de violência, ONG's como a Cruz Vermelha e Médicos Sem Fronteiras (MSF), que também enviou um navio de ajuda na quarta-feira passada para Áden, instaram, sem sucesso, às partes envolvidas a assinarem um cessar-fogo para a ajuda ser distribuída. A Arábia Saudita, ao lado dos Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar, Bahrein, Egito, Jordânia, Marrocos e Sudão estão há 15 dias tentando frear o avanço dos rebeldes e equilibrar as forças no terreno, onde os houthis enfrentam a forças leais ao presidente Abdo Rabbo Mansour Hadi, refugiado em Riad. EFE jfu-ja/dk











