Avião da delegação síria retido em Atenas decola rumo à Suíça
Internacional|Do R7
(Atualiza com mais dados). Atenas, 21 jan (EFE).- O avião no qual o ministro sírio de Relações Exteriores, Walid Muallem, viaja para a Suíça para participar da conferência Genebra 2 decolou do aeroporto de Atenas após permanecer cinco horas retido em função do embargo internacional ao país árabe. O aparelho aterrissou às 11h57 locais (7h57 de Brasília) no Aeroporto Eleftherios Venizelos e só decolou pouco depois das 17h locais (13h de Brasília), confirmaram à Agência Efe fontes aeroportuárias. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores grego afirmou que o atraso se deveu aos "controles pertinentes" realizados em todos os aviões de países submetidos a um embargo. Fontes de aviação civil explicaram que o embargo impede o fornecimento de um combustível derivado do petróleo para um país sancionado, mas que depois foi dada uma ordem para permitir o reabastecimento e a decolagem. Segundo a televisão oficial síria o avião tinha todas as permissões para circular pelo espaço aéreo internacional e para reabastecer. A emissora culpou o Ministério das Relações Exteriores da Grécia pelos obstáculos criados. O ministro sírio das Relações Exteriores tinha em princípio previsto para hoje mesmo uma reunião com o chanceler russo, Sergei Lavrov, antes de iniciar amanhã sua participação na conferência Genebra II. A delegação do regime sírio que viaja no avião é composta pelo ministro das Relações Exteriores, Walid Muallem; o ministro de Informação, Omran Zubi; a conselheira presidencial Buzaina Shabaan e o vice-ministro das Relações Exteriores, Faiçal Miqdad. Além disso, fazem parte da comitiva os conselheiros do Ministério das Relações Exteriores Ahmad Arnus, Hosam Alá e Osama Ali, o embaixador sírio perante a ONU, Bashar Yafari, e a diretora de imprensa da Presidência, Luna al Chebel. A conferência de paz para a Síria será realizada em Montreux em tem como objetivo deter uma guerra civil iniciada há três anos e que causou mais de 100 mil mortos, segundo a ONU. EFE amu-yc/dk












