Bachelet pede renúncia de ministros e anuncia que montará outro gabinete
Internacional|Do R7
Santiago do Chile, 6 mai (EFE).- A presidente do Chile, Michelle Bachelet, anunciou nesta quarta-feira que pediu a renúncia de todos os ministros de seu governo e que realizará mudanças no gabinete já nas próximas 72 horas. "Há algumas horas pedi a renúncia de todos os ministros e terei 72 horas para decidir sobre quem fica e quem sai", disse Bachelet em entrevista ao apresentador Mario Kreutzberger, da emissora "Canal 13". A presidente disse que as mudanças se devem a "múltiplos elementos" e que espera que a medida fortaleça o Executivo para promover reformas no país. A popularidade de Bachelet e de seu governo vem caindo desde o início de ano por causa da revelação de alguns casos de corrupção político-empresarial. Uma das polêmicas afetou diretamente a governante, cujo filho Sebastián Dávalos está sendo investigado por um negócio imobiliário milionário que realizou junto com sua esposa, Natalia Compagnon. Sobre esse episódio, Bachelet admitiu hoje que seu filho foi "imprudente" ao participar de uma reunião em novembro de 2013 com o empresário Andrónico Luksic, vice-presidente do Banco do Chile, que consistiu na concessão de um empréstimo milionário para a empresa de Natalia, na qual Dávalos também trabalhava. A reforma do gabinete era uma medida esperada tanto pelos partidos governistas e quanto pela oposição, mas Bachelet disse que não a anunciou antes porque o governo estava focado em responder aos desastres naturais que afetaram diferentes partes do país. "Não o fiz antes porque estamos passando por situações muito difíceis há dois meses", declarou a governante, ao se referir às inundações no norte do país e às erupções dos vulcões Villarrica e Calbuco, no sul. Com as mudanças no gabinete, a presidente chilena espera dar um impulso para elevar a popularidade de seu governo, que atingiu mínimos históricos, 14 meses após o início de seu segundo mandato. Segundo uma pesquisa divulgada hoje pela empresa de consultoria privada Adimark, a aprovação a Bachelet se manteve em 31% em abril, enquanto o índice de rejeição chegou a 64%, três pontos a mais que no mês passado. EFE gs/rpr













