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Bachelet retoma campanha no Chile, enquanto Matthei estuda nova estratégia

Internacional|Do R7

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Santiago do Chile, 18 nov (EFE).- A ex-presidente chilena Michelle Bachelet, a candidata presidencial mais votada nas eleições do domingo, recomeçou nesta segunda-feira a campanha eleitoral para enfrentar no próximo 15 de dezembro, no segundo turno, a aspirante governista, Evelyn Matthei. Enquanto isso, a equipe da opositora começou o dia analisando o novo cenário político e a possibilidade de modificar a estratégia empregada pela ex-ministra na primeira parte da campanha, a fim de conquistar um eleitorado mais moderado. Bachelet, que obteve 46,67% dos votos, e Evelyn, que alcançou 25,01%, se enfrentarão novamente dentro de um mês para definir quem será a sucessora de Sebastián Piñera no Palácio de La Moneda. As equipes das duas candidatas já iniciaram movimentos para atrair o apoio dos que votaram nos outros sete aspirantes ou simplesmente se abstiveram de um pleito que registrou uma participação inferior a 50%. De fato, as eleições do domingo, as primeiras com voto facultativo, foram as de menor nível de participação desde 1989, quando aconteceu o retorno à democracia após a ditadura de Augusto Pinochet. Enquanto Michelle Bachelet, candidata da coalizão Nova Maioria, precisa conseguir pouco mais do que 3%; Evelyn Matthei, da coalizão governista Aliança pelo Chile, tem que duplicar sua votação deste domingo para alcançar a presidência. "Estamos tranquilos frente ao que vem. Temos que ampliar e consolidar o que alcançamos", disse Bachelet em um ato realizado nesta segunda-feira na comuna operária de San Ramón, ao sul de Santiago. "Vamos enfrentar o segundo turno como uma grande oportunidade de somar apoios", anunciou. Já na Aliança pelo Chile surgiram algumas vozes críticas que contrastam com o desbordado otimismo que no domingo pela noite reinava no hotel da capital de onde Evelyn acompanhou a jornada de votação. Alguns de seus representantes estão colocando a necessidade de orientar a campanha para um eleitorado de centro que há quatro anos possibilitou o triunfo de Sebastián Piñera. "Sabemos que é difícil, mas como se trata de uma nova eleição. Esperamos replanejamentos da proposta de Evelyn Matthei", declarou o senador Hernán Larraín, da direitista União Democrata Independente (UDI), o partido da candidata. Em todo caso Evelyn não contará com o apoio de La Moneda, porque o governo declarou hoje que alguns ministros vão renunciar suas pastas para reforçar a candidatura governista. "O papel dos partidos é adiantar as eleições, neste caso o segundo turno. Se o governo vai bem, a nossa porta-bandeira vai melhor", ressaltou a ministra porta-voz, Cecilia Pérez, depois de se reunir com dirigentes dos partidos governistas. Já na Renovação Nacional, o partido que junto com a UDI integra a Aliança pelo Chile, o senador eleito Manuel José Ossandón pediu para a população ser autocrítica pelos resultados obtidos. Entre Evelyn e Bachelet há 22 pontos de diferença, uma distância que parece difícil de superar em apenas 28 dias. "Este governo é melhor que o de Bachelet na gestão, mas politicamente é nefasto", reconheceu Ossandón. No pleito parlamentar, os partidos da oposição obtiveram a maioria no Senado e na Câmara dos Deputados, mas não alcançaram a vantagem necessária para impulsionar as reformas propostas por Michelle Bachelet em seu programa. Por exemplo, para redigir uma nova Constituição, uma das principais propostas da Nova Maioria, é necessário dois terços do Congresso, que equivalem a 80 deputados e 25 senadores. Mas, na Câmara dos Deputados, o bloco de centro-esquerda liderado por Bachelet conseguiu 70 das 120 cadeiras, 11 a mais das que tem atualmente. Enquanto no Senado, que renovou só a metade de suas cadeiras, aumentou em um. Três anos depois do início dos protestos estudantis por reivindicação de uma reforma que garantisse educação gratuita e de qualidade, a voz dos líderes estudantis chegará ao Congresso no próximo mês de março. Camila Vallejo, Giorgio Jackson, Gabriel Boric e Karol Cariola saíram das ruas de Santiago para a discussão política na Câmara dos Deputados, após vencerem em suas respectivas localidades neste domingo. Além da formação, que alguns já denominam como "a bancada estudantil", outra novidade na eleição parlamentar foi que o Partido Comunista, que agora faz parte do pacto opositor Nova Maioria, duplicou sua representação, ao passar de três a seis cadeiras. EFE mf/cdr-rsd (foto)

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