Bachelet vota e pede que legitimidade de eleições não seja questionada
Internacional|Do R7
Santiago do Chile, 15 dez (EFE).- A candidata da esquerda à presidência do Chile, Michelle Bachelet, favorita no segundo turno do pleito realizado neste domingo, ressaltou que a legitimidade das eleições deve ser respeitada independente de qual seja a porcentagem de participação. "Na democracia ganha quem tem mais votos. A legitimidade não depende de quanta gente vai votar", enfatizou a ex-presidente (2006-2010) após votar em um colégio eleitoral do município de La Reina, em Santiago. Em uma tumultuada e breve entrevista coletiva, Bachelet disse que "é relevante que as pessoas possam participar e com seu voto dar uma clara expressão do Chile no qual querem seguir vivendo". "Estou convencida que hoje será um grande dia", acrescentou a ex-presidente, que enfrenta neste pleito a candidata da direita, Evelyn Matthei, a quem no primeiro turno deixou pra trás com uma vantagem de 22 pontos. Perguntada sobre se uma baixa participação diminuiria um eventual triunfo, a ex-presidente respondeu que "é evidente que em todos os países onde existe voto voluntário menos gente vai votar" e pediu o fim de "elucubrações raras e sofisticadas". Perguntada sobre os incidentes registrados no local de votação de sua adversária, onde quatro pessoas foram presas após um princípio de tumulto, Bachelet expressou seu desejo que a jornada transcorra com total normalidade. "O espírito da democracia se baseia no respeito a todas as opiniões", disse Bachlet, que assegurou que, se for eleita, será a "presidente de todos os chilenos". EFE mf/rsd (foto)











