Bagdá e Ancara reativam suas relações com visita de Davutoglu ao Iraque
Internacional|Do R7
Bagdá, 11 nov (EFE).- O ministro de Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, e as principais autoridades políticas e religiosas do Iraque decidiram abrir um novo capítulo nos laços entre os dois países, após a deterioração sofrida nos últimos anos. "Realizamos discussões frutíferas e estamos felizes com essa visita", destacou nesta segunda-feira o chefe da diplomacia turca em entrevista coletiva na cidade santa xiita de Najaf, ao sul de Bagdá. Davutoglu, que chegou ontem ao Iraque, se reuniu em Najaf com o líder do xiita Bloco Sadr, Moqtada al-Sadr, e com o máximo clérigo xiita do Iraque, aiatolá Ali al Sistani. Sadr, que disse por sua vez que o Iraque precisa normalizar as relações com países vizinhos como a Turquia, expressou sua esperança de que sejam reforçadas. Durante sua visita ao Iraque, Davutoglu se reuniu ainda com o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, e com seu colega, Hoshiyar Zebari, com quem anunciou o reativação dos laços bilaterais em todos os âmbitos. "Existe a vontade em Bagdá e Ancara para impulsioná-los, por isso acordamos (...) realizar uma reunião em nível de chefes de governo em um futuro próximo", explicou Zebari ontem à noite. Davotuglu destacou que encontrou no Iraque a perseverança de devolver a vitalidade aos laços bilaterais e que a Turquia "tem uma forte vontade de voltar a manter relações". O chefe da diplomacia iraquiana revelou, ainda, que analisaram a ampliação da rede de comunicações aéreas, marítimas e terrestres e a junção das redes ferroviárias entre ambos os países. Zebari visitou Ancara no final de outubro passado em resposta a um convite de Davutoglu, em meio aos esforços dos dois governos para melhorar os laços bilaterais. As relações se turvaram pelo refúgio concedido pela Turquia ao vice-presidente iraquiano, Tareq al Hashemi, acusado de crimes de terrorismo, e por diferenças sobre o conflito sírio. Ancara apoia abertamente a oposição síria em sua luta contra o regime, enquanto Bagdá se manteve oficialmente neutro, embora milicianos xiitas iraquianos combatem ao lado da tropas sírias. EFE sy/tr













