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Bálcãs enfrentam excesso de imigrantes após fechamento de divisa húngara

Internacional|Do R7

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Por Aleksandar Vasovic e Marja Novak

BERKASOVO, Sérvia/LIUBLIANA (Reuters) - Os Bálcãs se viram nesta segunda-feira às voltas com um excedente de milhares de imigrantes esperando em fronteiras sob o frio e chuva desde que a Hungria fechou a divisa do sul e desviou os refugiados para a Eslovênia.


Esta, por sua vez, impôs um limite diário de 2.500 pessoas, obrigando a Croácia, membro da União Europeia assim como a própria Eslovênia, a também limitar os recém-chegados da Sérvia, que o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) disse estar abrigando mais de 10 mil imigrantes nesta segunda-feira – e há mais a caminho.

“É como um enorme rio de pessoas, e se você detém o fluxo terá alagamentos em algum lugar. É o que está acontecendo agora”, alertou Melita Sunjic, porta-voz do Acnur, da fronteira servo-croata, onde cerca de duas mil pessoas estão sem rumo e em condições desesperadoras que só pioram.


Grupos de imigrantes se enfrentaram de manhã, disseram assistentes sociais, após uma noite passada ao relento e expostos ao vento e à chuva do outono. “Abram o portão, abram o portão!”, exclamavam diante da barreira de policiais croatas, que nesta segunda-feira erigiram uma cerca improvisada para controlar o acesso.

A Eslovênia se viu envolvida na maior imigração na Europa desde a Segunda Guerra Mundial depois que a Hungria lacrou sua divisa com a Croácia para a passagem dos imigrantes na sexta-feira.


País de dois milhões de pessoas que faz fronteira com Hungria, Itália, Áustria e Croácia, a Eslovênia declarou que só irá permitir a entrada de pessoas que consegue registrar, acomodar e encaminhar para a Áustria, que afirma ter limitado sua própria cota – algo que Viena negou. A maioria dos refugiados quer chegar à Alemanha, que até o momento está acolhendo a todos.

O que inicialmente pareceu uma resposta tranquila e bem coordenada das ex-repúblicas iugoslavas Eslovênia e Croácia rapidamente se deteriorou e se tornou o tipo de discórdia que caracterizou a reação europeia às centenas de milhares de pessoas que têm chegado às suas praias de barco pelos mares


Mediterrâneo e Egeu, a maioria sírios fugindo da guerra civil.

(Reportagem adicional de Ivana Sekularac em Belgrado, Igor Ilic em Zagreb e François Murphy em Viena)

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