Bangladesh executa líder islamita por crimes de guerra
Internacional|Do R7
Nova Délhi, 12 dez (EFE).- O líder islamita Abdul Kader Mollah foi executado nesta quinta-feira por sua vinculação com os crimes de guerra cometidos no conflito armado que em 1971 permitiu a Bangladesh conseguir sua independência do Paquistão, informou a imprensa local. A Corte Suprema de Bangladesh rejeitou nesta manhã a revisão do caso do líder islamita condenado à morte e abriu caminho para a execução, a primeira que ocorre no país asiático entre os condenados por crimes de guerra. Vice-secretário-geral do partido Jamaat-e-Islami (JI), Mollah foi condenado à morte há três meses, depois que um tribunal local aceitou um recurso da acusação contra um primeiro veredicto, que em fevereiro deste ano o condenou à prisão perpétua. Mollah, de 65 anos, foi executado por seus crimes durante o conflito armado que em 1971 pôs em confronto as partes oriental e ocidental do Paquistão, o que desembocou na criação do estado de Bangladesh. De acordo com o jornal "Daily Star", Mollah ganhou o apelido "o açougueiro" durante a guerra por seus brutais métodos de tortura dos partidários da secessão, à qual se opunha seu partido. Após sua condenação, o líder islamita se negou repetidamente a pedir o perdão presidencial, e foi finalmente executado na prisão central de Daca. Além de Mollah, outros quatro líderes da formação islamita foram condenados à pena de morte desde o início do ano. As sentenças provocaram fortes protestos, nos quais morreram pelo menos 150 pessoas pelas mãos dos corpos de segurança, que exerceram "uso excessivo" da força, segundo denúncias da organização Human Rights Watch (HRW). EFE mt-pmm/rsd













