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Bangladesh já conta 40 mortos em protestos contra pena de morte a islamita

Internacional|Do R7

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Nova Délhi, 1 mar (EFE).- Pelo menos 40 pessoas morreram nos distúrbios registrados em Bangladesh após a divulgação da sentença de morte contra um líder do principal partido islamita do país, informou nesta sexta-feira a agência estatal "UNB". A última vítima morreu na manhã de hoje quando membros do islamita Jamaat-e-Islami (Jel) espancaram um seguidor do partido governante Liga Awami na cidade de Sundarganj. Os distúrbios começaram depois que um tribunal de Daca condenou à forca um dos líderes do Jel, Delawar Hossain Sayedi, por seu envolvimento em crimes de lesa-humanidade na guerra que em 1971 desencadeou a independência de Bangladesh do Paquistão. Os choques ocorreram em diversos pontos do território e tiveram de um lado seguidores desta força islamita, a principal do país, e de outro as forças da ordem e ativistas da Liga Awami. Desde 4 de fevereiro, quando o líder islamita Abdul Qadeer, também do Jel, foi condenado à prisão perpétua por seu papel na guerra de 1971, o recrudescimento da violência no país asiático já deixou pelo menos 54 mortos. Enquanto grupos contrários aos islamitas se manifestaram para exigir penas mais duras para os condenados, os seguidores do Jel convocaram várias greves para protestar pelo que consideram juízos politicamente motivados. Até o momento, dois líderes da formação, que durante a guerra de independência se alinhou ao Paquistão, foram condenados à pena de morte e um à prisão perpétua. Em cumprimento a uma promessa eleitoral, a primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, constituiu em 2010 um tribunal especial para julgar os crimes da guerra de 1971, embora a maior parte dos acusados pertença ao Jel. EFE jlr/pa

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