BASF e Shell pagarão compensação milionária por contaminação em SP
Internacional|Do R7
São Paulo, 8 abr (EFE).- O grupo alemão BASF e a companhia anglo-holandesa Shell pagarão R$ 400 milhões em indenizações pela contaminação de funcionários de uma fábrica de pesticida em Paulínia (SP). O Ministério Público de Trabalho informou que o acordo judicial assinado nesta segunda-feira no Tribunal Superior do Trabalho por representantes dos trabalhadores e das companhias beneficiará 1.058 empregados e seus dependentes. Os funcionários afetados, que sofreram graves problemas de saúde devido à exposição a toxinas, serão indenizados em R$ 170 milhões. Além disso, também terão garantidos atendimento médico e odontológica integral de forma vitalícia, segundo um comunicado. Outras 84 pessoas poderão se juntar ao acordo se cancelarem, em um prazo de 60 dias, as ações legais individuais que tinham apresentado, o que aumentaria o desembolso das empresas em R$ 30 milhões. Além disso, o acordo prevê uma indenização por dano moral coletivo de R$ 200 milhões, que serão destinados a entidades com programas de prevenção e cuidados de vítimas de intoxicação ou doenças causadas por exposição a substâncias tóxicas. O procurador-geral de Trabalho, Luís Camargo, disse que o acordo foi uma vitória social. "O objetivo principal foi alcançado: a garantia de assistência médica e odontológica integral e vitalícia para os trabalhadores. Também estabelecemos um marco, situações como estas não podem ficar sem punição", declarou. O acordo alcançado hoje visa compensar funcionários de uma fábrica de pesticidas que funcionou na cidade de Paulinia entre 1977 e 2002, que foi vendida pela Shell em 1995 e comprada pela BASF no ano 2000, dois anos antes de fechá-la. Cerca de mil trabalhadores exigiram indenizações pelos danos sofridos pela contaminação da fábrica, que afetou também o solo e o lençol freático da região. Dezenas de funcionários foram diagnosticados com diversos tipos de câncer, especialmente de próstata ou de tireóide, doenças do aparelho circulatório, hepáticas e intestinais, além de alterações na fertilidade e impotência sexual. A BASF e a Shell foram condenadas em agosto de 2010, mas o caso se prolongou por vários recursos. EFE mb/id











