BC europeu não pode resolver crise, diz autoridade alemã
Internacional|Do R7
Por Ingrid Melander e Michel Rose
AIX-EN-PROVENCE, França, 7 Jul (Reuters) - O Banco Central Europeu (BCE) não pode resolver a crise da zona do euro, disse o presidente do Banco Central da Alemanha, Jens Weidmann, a economistas neste domingo, pressionando assim os governos do bloco a ajustar as suas economias e as suas regras fiscais.
Weidmann falou para economistas durante conferência em Aix-en-Provence, no sul da França, três dias depois de o BCE romper com a sua tradição ao declarar que pretende manter os juros baixos por um período maior e talvez cortar ainda mais as taxas.
"A política monetária já fez muito para absorver as consequências da crise, mas não pode resolver a crise", afirmou Weidmann, em discurso. "Isso é consenso no conselho (do BCE). A crise mostrou problemas estruturais. Logo, eles requerem soluções estruturais".
Weidmann, um dos 23 conselheiros do BCE, é contra uma intervenção muito enfática do banco em relação à crise do bloco, o que permitiria aos governos buscar reformas mais suaves.
Os comentários de Weidmann se deram um dia depois de Christian Noyer e Benoit Coeure, também do BCE, afirmarem que a decisão do banco de abandonar a sua conhecida política de nunca se comprometer previamente com uma medida era uma mudança na comunicação, mas não uma mudança de estratégia, baseada em monitorar a inflação, os efeitos monetários e a economia real.
"A zona do euro está sendo consertada. Ela precisa ficar em paz, protegida, para cicatrizar", disse Coeure na mesma conferência que Weidmann participa, ao explicar a decisão do BCE de divulgar uma orientação futura, enquanto cobra dos governos reformas estruturais.
A principal autoridade econômica da União Europeia, Olli Rehn, celebrou a medida do banco. Segundo ele, a ação, uma resposta à turbulência causada pelo plano norte-americano de desacelerar o estímulo monetário, era necessária para preservar a recuperação europeia.











