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Bebê vítima de queimadura foge da Líbia e recebe tratamento na Sicília

Cristã, Dina sofre com dores e tem pesadelos com a explosão que a feriu

Internacional|Do R7

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Bebê Dina sofre com dores das queimaduras em hospital da Sicília
Bebê Dina sofre com dores das queimaduras em hospital da Sicília

Cheia de bandagens, a pequena Dina, de um ano, finalmente consegue dormir. Sobre a cama há um crucifixo pendurado. Rahel, mãe da bebê, conta que a pequena ainda tem pesadelos com a explosão de gás que a queimou antes de deixar a Líbia.

As duas estão entre os 71 sobreviventes que atravessaram o Mediterrâneo na semana passada, em um barquinho. Rahel pagou cerca de R$ 15 mil para chegar onde está. Ela e Dina partiram da Eritreia para o Sudão do Sul, antes de chegar à Líbia. Uma noite, após a explosão, contrabandistas colocaram as duas e mais 70 pessoas em uma pequena embarcação, com a promessa de que seriam transferidos para um barco maior, o que não aconteceu.


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Todos foram resgatados na ilha italiana de Lampedusa, e muitos apresentavam graves queimaduras, resultado da explosão de gás ocorrida ainda na Líbia. 23 pessoas foram transferidas de helicóptero até a Sicília, e admitidas na unidade de queimados da ilha, segundo o Acnur.


As 23 pessoas, incluindo Dina, ainda estão hospitalizadas. Camas e ataduras estão cheias de sangue, e Rahel, três dias após ser resgatada, ainda está sem sapatos. A bebê, que toma medicamento intravenoso, está coberta apenas com a roupa do hospital.

O resgate de Dina, Rahel e outros migrantes foi ofuscado pelo naufrágio ocorrido em Malta, na noite do último sábado para domingo, onde acredita-se que mais de 900 pessoas teriam morrido.


Descendo as escadas, em outra enfermaria, três jovens da Eritreia estão deitadas, quase sem se mexer. Elas apenas tremem. Um sofre de queimaduras graves, obrigando os médicos a rasparem sua cabeça. Os outros dois estão com medo de raspar a cabeça também, já que em suas culturas a cabeça raspada significa morte na família.

O Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) apela para os governantes da Europa que priorizem o salvamento de vidas, expandindo e modernizando, com urgência, a busca e salvamento.

Barbara Molinario, porta-voz do Acnur, diz: “Algumas dessas pessoas estão em unidades de terapia intensiva e com muita dor. Eles estão muito preocupados também porque não podem dar e nem receber notícias de seus familiares. Dina está sendo assistida, mas ainda é muito cedo para saber se ela ficará bem, e a mãe está muito preocupada porque a bebê está tendo pesadelos e acorda no meio da noite”.

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