Berlusconi diz que sem seu apoio não haverá formação de governo na Itália
O político é líder da segunda coligação com maior número de cadeiras no Senado
Internacional|Do R7

O ex-primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, advertiu nesta sexta-feira (22) que Pier Luigi Bersani - líder do PD (Partido Democrata) - não poderá conseguir a maioria necessária para formar o governo sem o seu apoio e de seu partido.
Em declarações a um dos canais de televisão do qual é proprietário, o presidente do PDL (Partido da Liberdade) comentou o compromisso conferido a Bersani para formar o governo pelo presidente da República italiana, Giorgio Napolitano.
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"Sem nós, não é possível nenhuma maioria. Bersani tem que tomar nota disso", afirmou Berlusconi, líder da segunda coligação com maior número de cadeiras no Senado, onde uma coalizão de centro-esquerda sem maioria absoluta deve buscar apoio para conseguir o governo.
"Seria um grave prejuízo para a Itália se Bersani escolhesse o caminho errado. Não teríamos um governo, mas um salto no vazio", acrescentou o ex-primeiro-ministro.
O político e empresário garantiu que a Itália necessita de um Executivo "estável e operacional que faça frente à situação econômica para propor o fim da recessão e começar a fase de crescimento".
"Confiamos na sabedoria de Napolitano, que com a incumbência a Bersani atuou no respeito escrupuloso da Constituição que impõe um caminho. Um caminho que é estreito e, se Bersani não tem os números para a posse, o governo não pode nascer e sem uma participação nossa não é possível uma maioria", disse Berlusconi.
Em seu pronunciamento à imprensa após solicitar a formação de governo, o presidente da República se referiu explicitamente à proposta colocada por Berlusconi de levar a cabo um Executivo de união nacional apoiado por sua formação e pelo Partido Democrata, algo que Bersani rejeitou desde as eleições de 24 e 25 de fevereiro.
Napolitano reconheceu que, para esse Executivo de coalizão, existem "dificuldades relevantes por causa de antigas divergências" entre os dois partidos, mas apelou à "necessidade de amplos acordos dessa natureza, como complemento do processo de formação do Governo".
O líder da centro-esquerda buscou como alternativa o apoio do Movimento 5 Estrelas de Beppe Grillo, uma possibilidade que o comediante negou, garantindo que só chegarão a acordos pontuais. "Bersani tem que tomar nota que existem três forças parlamentares de entidade similar, mas uma delas se distanciou, se negando a apoiar um governo liderado por ele. A responsabilidade corresponde, portanto, às outras duas forças políticas", comentou Berlusconi.
Bersani não conseguirá a maioria somente com o apoio dos senadores do primeiro-ministro interino, Mario Monti,, uma vez que estes não garantiram o apoio ao seu governo. "Na reunião com o primeiro-ministro encarregado escutaremos seus ideias e, sobretudo, exporemos as nossas e, sem dar nada por garantido, decidiremos sobre as possibilidades e as formas de um eventual apoio", afirmou em comunicado Andrea Olivero, coordenador nacional do partido de Monti.
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