Bersani admite que dificuldades para formar Governo na Itália permanecem
Internacional|Do R7
Roma, 26 mar (EFE).- O líder da centro-esquerda italiana, Pier Luigi Bersani, admitiu nesta terça-feira que as dificuldades na busca de apoios para a formação de um novo Executivo permanecem, embora tenha ressaltado que seguirá trabalhando para conseguir esse objetivo. Bersani fez estas declarações em um comparecimento de imprensa em Roma, após o primeiro dia de consultas com os partidos políticos para comprovar se conta com apoio para formar o novo Governo, já que foi encarregado na sexta-feira pelo presidente da República, Giorgio Napolitano. As últimas eleições gerais italianas, realizadas no final de fevereiro, deixaram uma difícil situação para a governabilidade do país, já que enquanto na câmara dos Deputados a coalizão progressista conta com a maioria absoluta, no Senado só dispõe de uma maioria relativa que não é suficiente para posse. Assim, o líder da coalizão de centro-esquerda e secretário do Partido Democrático (PD) voltou a chamar nesta terça os principais partidos com representação parlamentar à "co-responsabilidade" e a não impedirem a formação do Executivo. "Desde o princípio, o objetivo foi a busca de um quadro de co-responsabilidade, inclusive na distinção dos papéis e as funções", afirmou o secretário do PD. Bersani pediu que não sejam colocados obstáculos para a formação do Executivo e exortou que cada uma das forças políticas com maior representação parlamentar possa reconhecer seu projeto "pelo menos de forma parcial" e "assuma sua parte de responsabilidade". "Cada um avaliará a situação, mas com transparência. Não se deve buscar análises exasperadas dos eventos políticos para achar suas causas reais ou estranhos subterfúgios", disse Bersani, afirmando que o que disse aos partidos é o que dirá ao país. Esta rodada de contatos acontece muito tarde, já que os partidos de maior representação parlamentar parecem firmes nas posturas que mantiveram até agora. O Povo da Liberdade (PDL), do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, com o qual Bersani iniciou consultas, reiterou que a única saída é a formar um Governo de coalizão nacional com as principais forças parlamentares, entre as que eles se encontram. Uma opção que, no entanto, Bersani já rejeitou em várias ocasiões. Perante esta situação, o secretário político do PDL, Angelino Alfano, advertiu que se tudo seguir igual nas próximas 48 horas (na quinta-feira está previsto que Bersani se reúna com Napolitano para se referir ao resultado dos encontros), seu partido indicará que a única solução é a de voltar às urnas. Bersani se reuniu, além disso, com os líderes da coalizão de Mario Monti, que pediram um esforço para implicar a todas as forças políticas. Amanhã está previsto um encontro com a terceira força do país, o Movimento 5 Estrelas, do comediante Beppe Grillo, que já anunciou que não tem alguma intenção de colaborar com nenhum partido. EFE ebp/ff











