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Blair admite que Iraque não está como imaginou há dez anos

Internacional|Do R7

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Londres, 26 fev (EFE).- O ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, admitiu que o Iraque não está hoje como ele havia imaginado há dez anos, quando se uniu aos Estados Unidos para invadir o país, mas insistiu que foi uma decisão correta. Em uma entrevista ao programa "Newsnight" que a rede britânica "BBC" transmitirá nesta noite, o antigo chefe de governo trabalhista disse que a situação no país árabe melhorou "significativamente", mas que "não está perto do que deveria ser", em referência aos contínuos ataques terroristas. A Guerra do Iraque começou em 20 de março de 2003 e levou à queda do presidente Saddam Hussein, mas a invasão foi um duro revés para a reputação do então primeiro-ministro do Reino Unido. Durante seu mandato, a Coalizão Stop the War organizou várias manifestações contra o conflito armado, e a invasão foi muito impopular entre um grande setor da população do Reino Unido. No entanto, Blair não se arrepende de sua decisão e assegurou que a situação no Iraque seria ainda pior com Saddam Hussein no poder. O ex-líder trabalhista - que esteve no poder entre 1997 e 2007 - reconheceu o número de soldados britânicos que morreram no conflito, mas lembrou também que durante o regime de Hussein houve muitas vítimas entre os curdos e na guerra Irã-Iraque de 1980-1988. Mas Blair explicou que "no final, você é eleito primeiro-ministro para tomar essas decisões" e "as consequências são difíceis". O britânico acredita que Saddam Hussein era 20 vezes mais perigoso que o presidente sírio, Bashar al Assad: "Pense nas consequências de deixar esse regime no poder", continuou o político, que disse se perguntar o que teria acontecido se Saddam Hussein ainda estivesse no governo. No entanto, o político trabalhista reconheceu que o assunto do Iraque ainda divide muito as opiniões. "Faz tempo que desistir de convencer as pessoas de que foi uma decisão correta", disse. A invasão do Iraque levou à morte de 179 militares britânicos, enquanto estima-se que cerca de 100 mil iraquianos tenham morrido por causa da guerra e da violência sectária. EFE vg/tr

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