Logo R7.com
RecordPlus

BM oferece ajuda às Filipinas e alerta para reflexos da mudança climática

Internacional|Do R7

  • Google News

Washington, 12 nov (EFE).- O presidente do Banco Mundial (BM), Jim Yong Kim, garantiu nesta terça-feira que a instituição está disposta a ajudar as Filipinas a se recuperar do tufão "Haiyan", e disse acreditar que o desastre serve para aplacar os questionamentos sobre a mudança climática. "Espero que a tragédia nas Filipinas nos ajude a afastar as discussões tolas sobre a ciência em seu conjunto - porque questionar a mudança climática vai contra a ciência -, a chegar a acordos e a fazer os investimentos necessários", declarou Kim em um encontro com jornalistas em Washington. "Não se pode conectar um único acontecimento com a mudança climática. Mas o problema é que a frequência destes eventos está aumentando, e isso é exatamente o que os cientistas que estudam a mudança climática previram", acrescentou. Kim enviou suas "mais profundas condolências" ao povo filipino e garantiu que, embora o Banco Mundial não tenha funcionários no país, está "preparado para se envolver da forma" que o governo das Filipinas solicitar. Lembrou que o BM tem experiência em tarefas de resposta a desastres naturais e foi responsável, por exemplo, por "grande parte da limpeza de escombros no Haiti" após o terremoto que arrasou o país caribenho em 2010. "Essa é uma possibilidade, caso seja necessário", ressaltou Kim. O chefe do BM explicou que o líder filipino, Benigno Aquino, lhe disse recentemente que "se alguém ainda duvida da veracidade da mudança climática, vá às Filipinas". "As Filipinas vivem, literalmente, no olho da tempestade", afirmou Kim, que considerou necessário que o país asiático construa infraestruturas que "aumentem sua resistência", embora "seja difícil fazê-lo devido à extensão da costa". Kim garantiu que "o mundo está de acordo com muitas das coisas que se deve fazer" para combater a mudança climática, e entre elas "o mais difícil" será "encontrar um preço estável para o carbono". Enquanto continua o debate a respeito, Kim pediu avanços em áreas como "a eliminação de subsídios aos combustíveis fósseis", uma tarefa "crítica, mas politicamente difícil", a redução do impacto ambiental das cidades e a aposta na "agricultura ecológica", que funcionou em lugares como a Costa Rica. "São coisas nas quais podemos avançar atualmente e que não requerem nenhum instrumento legalmente vinculativo", comentou. Kim falou também sobre a inauguração do Fundo Verde da ONU, administrado pelo BM. Apesar de os governos doadores terem sido "extremamente generosos" e de as "doações serem muito importantes", Kim explicou que esperar por elas é "perda de tempo". "No Banco Mundial, acreditamos que há formas de atrair dinheiro do setor privado que nos permitirão avançar mais rápido em muitos projetos e tornar (o fundo) mais sustentável a longo prazo", concluiu. EFE llb/apc-rsd

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.