Bo Xilai é acusado oficialmente por suborno, desvio e abuso de poder
Internacional|Do R7
Pequim, 25 jul (EFE).- O ex-secretário do Partido Comunista (PCCh) no município de Chongqing (no centro da China), Bo Xilai, protagonista do maior escândalo político dos últimos 30 anos no regime comunista, foi acusado formalmente por suborno, corrupção e abuso de poder, anunciou nesta quinta-feira a agência oficial "Xinhua". Bo foi acusado pelo Tribunal Popular de Jinan, capital provincial de Shandong, um dia depois que a imprensa local assegurasse que o julgamento do ex-secretário seria realizado "em breve". O ex-dirigente comunista foi informado de seus direitos pelo citado tribunal e também entrevistado pelos juízes, informou a agência "Xinhua", que ressaltou que a defesa do acusado também transferiu suas opiniões, segundo os próprios fiscais. A acusação formal anunciada hoje pela "Xinhua" abre caminho para que o julgamento possa ser realizado a partir de hoje. No entanto, uma fonte próxima ao caso assinalou hoje ao jornal "South China Morning Post" que o julgamento deverá ser realizado em meados do próximo mês, já que, segundo o sistema chinês, seriam necessários pelo menos 20 dias para preparar este processo. A acusação do Tribunal de Jinan anunciada hoje assinalou que "Bo, como funcionário público, se aproveitou de seu cargo para tirar proveito para outros e aceitou grandes quantidades de dinheiro e de propriedades". O comunicado também indica que o mesmo "fez mau uso de uma enorme quantidade de dinheiro público e abusou de seu poder, prejudicando gravemente os interesses do Estado e das pessoas", crimes qualificados como "sérios". Como conclusão, o comunicado apontou que Bo será acusado pelas "acusações de suborno, desvio e abuso de poder". Bo, ex-ministro de Comércio e, até a explosão do escândalo, um dos favoritos a alcançar os postos mais altos do regime, poderia ser acusado de roubar os cofres públicos, concretamente US$ 3,8 milhões, além das outras acusações, informou ontem o jornal "South China Morning Post". Embora os crimes citados pudessem gerar uma condenação de pena de morte, segundo o sistema legal chinês, os advogados envolvidos no caso assinalaram que essa possibilidade é quase nula, dado ao alto perfil e suas similaridades ideológicas com o atual presidente da China, Xi Jinping. EFE tg/fk










