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Boeing demite CEO, na esteira do escândalo do 737 MAX

Dennis Muilenburg dirigiu empresa por quatro anos e meio e teve de responder por crise provocada por falhas na produção de avião

Internacional|Do R7

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Muillenburg era CEO da Boeing desde 2015
Muillenburg era CEO da Boeing desde 2015

A Boeing demitiu seu CEO, Dennis Muilenburg, na esteira do escândalos das falhas na produção do 737 MAX que levou à pior crise da empresa em anos.

"Uma mudança na liderança da empresa foi necessária para restabelecer a confiança no futuro da empresa enquanto ela repara as relações com reguladores, clientes e todos os demais stakeholders", disse em nota a companhia.


Muilenburg trabalhava na Boeig desde 1985 e dirigia a maior empresa de produção de aeronaves do mundo desde julho de 2015.

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A crise do 737 MAX


Foi sob sua direção que o 737 MAX tornou-se a aeronave mais vendida da Boeing e, ao mesmo tempo, o seu pior prejuízo.

Após a queda de duas aeronaves num período de 9 meses, uma da Lion Air e outra da Ethiopian Airlines, matando 346 pessoas, foi comprovado que os dois acidentes foram provocados por falhas em um equipamento que deveria ser de segurança durante o voo.


As investigações dos órgãos reguladores dos EUA, ainda em andamento, indicam que a empresa sabia do problema e teria feito manobras internas para esconder relatórios a respeito.

Em decisão inédita na história da empresa, o 737 MAX terá sua produção suspensa a partir de janeiro de 2020.

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