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Bombardeio de coalizão árabe contra fábrica deixa 37 mortos no Iêmen

Internacional|Do R7

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Sana, 1 abr (EFE).- Pelo menos 37 pessoas morreram e 80 ficaram feridas em um ataque da coalizão liderada pela Arábia Saudita ontem à noite contra uma fábrica de produtos lácteos na cidade de Al Hudeida, no oeste do Iêmen, segundo um comunicado do Ministério da Defesa dos rebeldes houthis. A fábrica, pertencente à empresa Dirham de produtos alimentícios, se encontra perto de uma escola militar e dos quartéis da Brigada 65 para a defesa aérea e marítima, que também foram bombardeados pelos aviões da coalizão, segundo as testemunhas. Fontes médicas da cidade confirmaram à Agência Efe a morte de pelo menos 23 trabalhadores, mas acrescentaram que o número podia aumentar uma vez que havia 300 operários nas instalações. As testemunhas indicaram que os bombardeios provocaram um incêndio que ainda continua na fábrica, e acrescentaram que os trabalhos de resgate ainda estão em andamento. "Primeiro se escutaram três fortes explosões, depois começaram a chamas que continuam até agora", assegurou por telefone à Efe Abdel Jabal, um morador da área. O porto de Al Hudeida, o segundo maior do país, foi tomado pelos rebeldes houthis em setembro do ano passado. Na quinta-feira passada, uma coalizão de países árabes com a Arábia Saudita à frente declarou guerra ao movimento rebelde xiita dos houthis para tentar conter seu avanço rumo à cidade meridional de Áden, base do presidente Abdo Rabbo Mansour Hadi, que atualmente se encontra em Riad. Desde então, bombardearam aeroportos civis e militares, bases militares e concentrações de combatentes houthis e de seus aliados, especialmente das forças leais ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh. Há dois dias, o Ministério da Defesa dos houthis denunciou a morte de outros 40 civis em bombardeios da coalizão árabe contra um acampamento de deslocados no noroeste do Iêmen. O porta-voz saudita da operação conhecida como "Tempestade da Firmeza" denunciou em várias ocasiões que os rebeldes houthis se refugiam entre os civis. EFE ja-jfu/rsd

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