Bombardeio sobre hospital deixa 3 mortos e 8 feridos na Líbia
O bombardeio aconteceu ao anoitecer após um novo dia de enfrentamentos entre as milícias fiéis aos dois governos em regiões rurais da capital
Internacional|EFE
Pelo menos três pessoas morreram e outras oito ficaram feridas em um bombardeio atribuído às tropas ligadas ao marechal Khalifa Hafter, homem forte da Líbia, sobre um hospital civil na capital Trípoli, informaram neste sábado fontes oficiais.
De acordo com um porta-voz do Ministério de Saúde do governo sustentado pela ONU na capital, vários projéteis atingiram o centro médico, situado na estrada que leva ao aeroporto.
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A informação não foi confirmada nem desmentida por fontes independentes nem por responsáveis ligados ao governo tutelado pelo marechal no leste do país.
O bombardeio aconteceu ao anoitecer após um novo dia de enfrentamentos entre as milícias fiéis aos dois governos - o sustentado pela ONU e o tutelado por Hafter - em regiões rurais dos arredores da capital.
De acordo com fontes de segurança do governo sustentado pela ONU, pelo menos 13 soldados leais a Hafter e de sua própria coalizão de milícias morreram nos combates, que também deixaram mais de 30 feridos.
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Hafter, que controla cerca de 60% do território líbio e seus recursos energéticos, lançou uma ofensiva contra a capital no dia 4 de abril, coincidindo com a visita oficial do secretário-geral da ONU, António Guterres, em uma clara mensagem à comunidade internacional.
Desde então, mais de mil pessoas morreram em bombardeios e combates, mais de 5 mil ficaram feridas e cerca de 100 mil se viram obrigadas a deixar seus lares e a se transformar em deslocados internos.
No início desta semana, Hafter anunciou que redobraria sua ofensiva sobre a capital e anunciou às suas tropas que esperava que a conquista da mesma ocorresse "em breve".
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Na madrugada deste sábado, o marechal cumpriu com seu anúncio ao bombardear pela primeira vez alvos precisos na cidade-Estado de Misrata, seu inimigo mais forte.
O marechal lidera um grupo de milícias conhecidas como Exército Nacional Líbio (LNA), tem apenas força aérea e conta com o apoio de Rússia, França, Arábia Saudita e Egito, além dos Emirados Árabes Unidos, país este que, por sua vez, enviou para o leste da Líbia uma moderna esquadrilha de caças-bombardeiros.
Já a cidade-Estado de Misrata conta com o apoio do Catar e da Turquia, e recebe assessoria técnica e militar tanto dos Estados Unidos como de diferentes países europeus, especialmente da Itália, que enviou tropas para esta cidade litorânea situada cerca de 250 quilômetros ao leste de Trípoli.
O terceiro adversário, o chamado Governo de Concertação Nacional (GNA, na sigla em inglês), controla apenas a capital e tem reconhecimento da comunidade internacional.











