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Bombas e confrontos matam pelo menos 63 no norte do Iraque

Internacional|Do R7

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BAGDÁ, 10 Jun (Reuters) - Carros-bomba, atentados suicidas e tiroteios em cidades do norte do Iraque mataram pelo menos 63 pessoas nesta segunda-feira, em incidentes que reforçam o temor de que o país esteja mergulhando em uma guerra civil sectária.

Nenhum grupo assumiu a autoria dos ataques, mas autoridades geralmente atribuem os casos de violência a militantes sunitas da Al Qaeda local. Desde meados de abril, quase 2 mil pessoas já foram mortas.


Na manhã desta segunda-feira, dois carros-bombas explodiram, e um homem-bomba em outro veículo detonou seus explosivos em um mercado de alimentos em Jadidat al Shatt, cidade de predomínio xiita na província de Diyala, 40 quilômetros ao norte de capital.

A tripla explosão deixou 13 mortos e mais de 50 feridos, segundo autoridades.


"Eu estava vendendo melancia e de repente escutei uma violenta explosão na entrada do mercado. Eu fugia da poeira e da fumaça quando uma segunda explosão transformou o lugar num inferno. Fui atingido na perna e caí em choque", disse Hassan Hadi, que recebia atendimento num hospital.

Outro carro-bomba foi acionado em um mercado de Taji, cidade religiosamente mista 20 quilômetros ao norte de Bagdá, matando pelo menos oito pessoas, de acordo com fontes policiais e hospitalares.


Mais tarde, pelo menos 18 pessoas morreram numa série de explosões e tiroteios tendo como alvo principalmente postos de controle policial em cidades do norte, como Mosul, Tikrit e Tuz Khurmato, segundo autoridades e fontes hospitalares.

Ainda em Mosul, cinco carros-bomba, incluindo vários detonados por suicidas, e foguetes atingiram uma delegacia, matando pelo menos 24 pessoas, a maioria soldados e policiais, disseram fontes médicas e de segurança.


A polícia também desativou bombas deixadas em dois poços petrolíferos próximos de Kirkuk (norte) - instalações petrolíferas têm sido alvos cada vez mais frequentes.

Há cinco anos o Iraque não registrava incidentes tão graves entre a maioria xiita e a minoria sunita, que se diz discriminada pelo governo. A atual onda de violência reflete em grande parte da guerra civil na vizinha Síria.

(Reportagem de Gazwan Hassan e Mustafa Mahmoud; de Suadad al-Salhy e Ahmed Rasheed, em Bagdá)

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