Brasil pede "calma" e "moderação" e lamenta violência na Venezuela
Internacional|Do R7
Brasília, 16 abr (EFE).- O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, lamentou nesta terça-feira as mortes ocorridas na Venezuela em meio aos protestos pelo resultado das eleições de domingo e pediu "calma" a todos os setores políticos do país vizinho. "Lamentamos as mortes e essa violência", declarou o chanceler, acrescentando que "neste momento é muito importante que prevaleçam a calma e a moderação". Patriota disse aos jornalistas que o governo brasileiro "acompanha muito de perto" e com "preocupação" os acontecimentos na Venezuela, onde a vitória apertada do governista Nicolás Maduro nas eleições de domingo turvou o clima político local. Segundo os últimos dados do pleito, divulgados hoje pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, Maduro foi eleito presidente com 50,78% dos votos, contra 48,95% do opositor Henrique Capriles. A oposição exigiu uma apuração dos votos, o que o CNE negou, apesar de inicialmente essa proposta ter sido apoiada pelo próprio Maduro, candidato eleito em novembro pelo então presidente Hugo Chávez. A recusa do CNE gerou fortes protestos da oposição, que ontem deixaram sete mortes e pelo menos 60 feridos, segundo a Procuradoria Geral da Venezuela. Apesar da rejeição da oposição, que se negou a reconhecer Maduro como presidente eleito até que seja realizada a recontagem dos votos, o candidato "chavista" foi proclamado na segunda-feira como ganhador do pleito. Patriota disse que o Brasil, que reconheceu o triunfo de Maduro e qualificou as eleições como uma "festa democrática", está "muito a par da situação, com a expectativa de que a estabilidade se restabeleça no mais breve prazo". EFE ed/id











