Brasileiros relatam correria e desespero em Las Vegas
Ataque deixou 59 mortos e mais de 500 feridos
Internacional|Do R7*

“As pessoas estão bem tensas, ninguém está salvo em lugar nenhum, você sai de casa para ir no mercado e acontece um tiroteio, não tem lugar seguro”, descreve a brasileira Amanda dos Anjos, de 38 anos, que mora em Las Vegas há sete anos.
O americano Stephen Paddock, de 64 anos, abriu fogo contra uma multidão que assistia a um show de música country na madrugada de segunda-feira (2), deixando pelo menos 59 mortos e mais de 500 feridos.
A brasileira, de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, que mora a 15 minutos do Mandalay Bay — local onde o atirador disparou contra as pessoas — conta que por volta de 22h30, no horário local, começou a ouvir sirenes.
Ela recebeu muitas mensagens de amigos que estavam lá, contando o que aconteceu.
— Tinha uma menina perto deles que levou um tiro no olho e caiu. Desesperados para sair, o pessoal corria pelo monte de tiro. Quando os primeiros tiros foram disparados todo mundo pensou que eram fogos de artificio, tanto que muita gente ficou parada. Tinha gente correndo na Stip toda, saindo de um hotel e entrando em outro.
Quem era Stephen Paddock, atirador que matou dezenas em Las Vegas
A brasileira ressalta que os taxistas que estavam no local ajudavam as pessoas que corriam desesperadas.
— Meu amigo que faz uber passou lá na hora. As pessoas pediam socorro para todos os carros, para levar ao hospital e tirar as pessoas dali. Os carros estavam lotados.

O brasileiro Thiago Abreu Stopf, de 23 anos, que está em Las Vegas com a família passando férias, explica que estava no local pouco tempo antes dos disparos.
— Uma hora antes, estava ao lado do ataque, que tem conexão. Tinha muita movimentação por conta do festival e por ser final de semana, que é o momento mais agitado da cidade.
De acordo com a Amanda, há dois meses a população de Las Vegas já estava sendo avisada pelo Departamento de Polícia que a cidade seria um dos alvos de ataques terroristas.
Tristeza e medo
Após o ataque, Thiago conta o sentimento de ver tantas pessoas morrendo.
— Horrível, não tem outra palavra. Você fica tentando imaginar o que se passa na cabeça de uma pessoa para tomar essa atitude. Pensar que eu estava lá 1h antes do ataque é estranho, porque pensamos em ficar por lá até mais tarde, mas desistimos. Imaginar que algumas horas antes eu estava tirando foto do prédio, agora se você passar lá ele está diferente, janela quebrada, polícia em todo o lugar.
Para a brasileira, além da expectativa de saber se amigos que moram lá estão bem, também existe a insegurança. “Fico com medo. Desde ano passado, quando os crimes começaram a aumentar, tenho saído menos de casa, tenho evitado ficar andando em certas áreas, mas aqui pode ser em qualquer lugar, pode ser em mercado, escola, pode alguém entrar dentro de um hospital e matar, a gente nunca sabe”, conclui.
*Raquel Gamba, estagiária do R7










