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Buscando adesão aos Brics, Mursi encontrará Dilma nesta quarta-feira

Internacional|Do R7

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Brasília, 7 mai (EFE).- O líder do Egito, Mohamed Mursi, será recebido em Brasília nesta quarta-feira pela presidente Dilma Rousseff, a quem antecipou que apresentará o interesse do seu país em fazer parte dos Brics, grupo que reúne os emergentes Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. "Acredito que se for estudada a adesão do Egito aos Brics para transformá-los nos E-Brics, isso dará bons resultados para o Egito e todos os países integrantes", declarou Mursi em entrevista à Agência Efe antes de empreender viagem ao Brasil, o primeiro país latino-americano visitado por ele. Os Brics representam 42% da população mundial e 45% da força de trabalho existente no planeta, segundo dados do grupo. Em 2012, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul somaram 21% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, e o comércio entre eles alcançou US$ 282 bilhões. Desde que assumiu a Presidência egípcia, em junho de 2012, Mursi visitou China, Índia, Rússia e África do Sul, onde assistiu à quinta cúpula anual dos Brics, e em todos esses países concentrou seus esforços na atração de investimentos. Esse também será um dos objetivos de sua visita ao Brasil, onde oferecerá oportunidades de investimento nos setores de produção energética, energias renováveis e mineração. Além disso, o Egito aspira fomentar o comércio bilateral, que no ano passado alcançou US$ 2,7 bilhões, após crescimento de 3,35% com relação a 2011. Mursi manifestou o interesse em tentar equilibrar uma balança comercial completamente inclinada a favor do Brasil, que em 2012 importou produtos egípcios no valor de US$ 251,5 milhões. Em busca de melhorar essas relações, o presidente egípcio chegará ao Brasil acompanhado por representantes de cerca de 30 empresas egípcias, que, nesta quarta-feira, participarão de um seminário de investimentos e comércio em São Paulo. Mursi também deseja conhecer a experiência do Brasil no combate à pobreza, que considera "exemplar", e projeta incrementar seus planos para solucionar a crise econômica vivida pelo Egito desde a revolução que derrubou o regime de Hosni Mubarak em fevereiro de 2011. Além da crise econômica, Mursi enfrenta uma conturbada situação política e hoje mesmo concretizou uma reforma do seu gabinete que levou à troca de nove ministros, com uma forte presença islamita, o que gerou críticas da oposição. No plano político global, fontes oficiais brasileiras disseram à Efe que Dilma e Mursi discutirão a tensa situação no Oriente Médio, com especial interesse no conflito interno na Síria e em suas possíveis consequências para a região. Além disso, a presidente brasileira apresentará uma análise dos esforços de integração e cooperação entre a América do Sul e os países árabes, que o Brasil impulsiona desde 2005 através do mecanismo ASPA. Após seu encontro com Dilma em Brasília, Mursi viajará para São Paulo, onde na quinta-feira deve reunir-se com autoridades locais, empresários e representantes da comunidade árabe na capital paulista. EFE ed/pa

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