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Caças jordanianos efetuam missão "com sucesso" após execução de piloto

Internacional|Do R7

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Amã, 5 fev (EFE).- Caças das forças armadas da Jordânia retornaram nesta quinta-feira ao país após realizarem uma missão "com sucesso", presumivelmente contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI), segundo informou a televisão oficial jordaniana. Os aviões militares sobrevoaram a capital Amã após completar o ataque, que acontece dois dias depois do EI divulgar um vídeo com as imagens de jihadistas queimando vivo um piloto jordaniano capturado na Síria. Fontes militares disseram à Agência Efe que os aviões jordanianos retomaram os ataques contra posições do Estado Islâmico na Síria, pondo fim a uma trégua de 40 dias. Em gesto simbólico, um esquadrão da Força Aérea jordaniana sobrevoou o povoado de Aye, na província de Karak, 120 quilômetros ao sul de Amã e local de nascimento de Kasasbeh, após realizar a operação. A Jordânia faz parte da coalizão internacional liderada pelos EUA contra o EI no Iraque e na Síria. O rei Abdullah II da Jordânia aletou na quarta-feira que será dada uma "dura resposta" ao EI pelo assassinato do piloto jordaniano, o que classificou como "ato covarde e criminoso". O governo jordaniano defendeu ontem uma maior participação na luta contra o grupo jihadista, na qual também estão envolvidos outros países árabes. Em meio ao clima de vingança, as autoridades jordanianas executaram ontem, na forca, dois terroristas condenados à morte. Um deles foi Ziad al Karbuli, antigo auxiliar do líder da rede Al Qaeda Abu Musab al-Zarqawi, morto em um bombardeio americano no Iraque, em 2006. Também foi enforcada a iraquiana Sajida al Rishawi, cuja libertação havia sido pedida pelo EI nas últimas semanas em troca da vida do piloto e do refém japonês Kenji Goto, que foi decapitado pelo grupo no sábado. As negociações para a troca foram suspensas na semana passada, depois que Amã exigiu uma prova que o piloto ainda estava vivo. Na terça-feira, as Forças Armadas jordanianas afirmaram que o militar foi assassinado no dia 3 de janeiro, apesar de que no vídeo não era especificada a data da morte. EFE mv-ajm/vnm

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