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‘Camadas defensivas’: como o Irã se preparou para a guerra por quatro décadas

Especialistas alertam que uma invasão terrestre norte-americana pode ser mais complicada do que parece

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Irã desenvolveu camadas defensivas ao longo de quatro décadas para proteger-se de invasões.
  • A defesa inclui um "anel defensivo" com sistemas de longo alcance para neutralizar ameaças aéreas.
  • A "camada intermediária" foca em defesa móvel contra caças, mísseis de cruzeiro e drones.
  • Especialistas alertam que uma invasão terrestre dos EUA pode ser mais complicada do que imaginam.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Bandeiras do Irã. O que esperava?
Defesa do Irã é baseada em camadas interligadas Reprodução / Record News

Uma invasão terrestre norte-americana no Irã pode ser mais complicada do que parece, segundo especialistas ouvidos pelo jornal The Telegraph. Isso porque a defesa do país é baseada em camadas interligadas, projetadas para neutralizar diferentes tipos de ameaças.

Ao longo das últimas quatro décadas, Teerã gastou bilhões de dólares e reorganizou as estratégias, se preparando para uma guerra como a que vem enfrentando contra os Estados Unidos e Israel.


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De acordo com o jornal, as camadas de defesa do Irã começam por um “anel defensivo”, que consiste em sistemas aéreos de longo alcance. As tecnologias foram projetadas para detectar e destruir ameaças, mesmo que estejam em altitudes extremas.

Já a “camada intermediária” se baseia em sistemas de médio alcance, mas com uma alta mobilidade. Essa etapa foi pensada pela inteligência iraniana para deter caças, mísseis de cruzeiro e drones a distâncias intermediárias.


Completando as camadas anteriores, Teerã também se preparou para ameaças de baixa altitude, investindo em sistemas portáteis de defesa aérea, como mísseis leves que servem para atacar helicópteros e aeronaves próximos.

Com a estrutura de defesa organizada, especialistas alertam que uma invasão terrestre no país do Oriente Médio pode ser mais difícil do que os Estados Unidos imaginam. “O maior erro que os EUA cometeriam após iniciar esta guerra seria entrar no Irã por terra, e não faz diferença se for na Ilha de Kharg ou em qualquer outra ilha”, disse Eshaq Jahangiri, ex-vice-presidente do Irã, segundo o jornal britânico.

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