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Câmara dos EUA evita paralisação do governo

Internacional|Do R7

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Por David Lawder

WASHINGTON, 21 Mar (Reuters) - A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira um projeto de lei que evita a paralisação do governo, em mais um alívio das guerras orçamentárias partidárias que vinham abalando Washington há meses.


A Câmara, controlada pelos republicanos, aprovou por 318 a 109 a legislação que mantém as agências governamentais e programas financiados até o final do ano fiscal em 30 de setembro, enviando a medida para que o presidente Barack Obama sancione a lei.

A atual autorização de gastos venceria em 27 de março, mas os republicanos escolheram não usar a ameaça de as agências federais ficarem sem dinheiro e fecharem como alavanca para exigir profundos cortes de gastos.


Em vez disso, eles querem promover uma campanha para a redução de déficit centralizada em propostas do presidente do Comitê de Orçamento da Câmara, Paul Ryan, do Wisconsin, candidato a vice-presidente nas últimas eleições.

Pouco antes de aprovar o projeto de gastos, a Câmara apoiou um esboço de orçamento oferecido por Ryan para eliminar os déficits dos EUA dentro de 10 anos através de fortes cortes em saúde e outros programas sociais.


O projeto de financiamento para o restante do ano fiscal, que o Senado liderado pelos democratas aprovou na quarta-feira, mantém 85 bilhões de dólares em cortes automáticos de gastos, conhecidos como "sequestro".

Mas ele enfraquece parte da dor desses cortes ao permitir que os militares e várias agências domésticas transfiram algum dinheiro dentro de seus reduzidos orçamentos para atividades de maior prioridade.


A aprovação das medidas de financiamento dá ao Congresso um alívio por alguns meses para discutir qual partido tem uma visão orçamentária mais viável antes de enfrentar nova discussão sobre a elevação do limite da dívida federal.

O orçamento de Ryan, marcado por profundos cortes de gastos a programas sociais e revogação das reformas na saúde do presidente Barack Obama, define as posições dos republicanos nas batalhas fiscais restantes deste ano e nas eleições para o Congresso em 2014.

A Câmara aprovou por 221 a 207 a resolução não obrigatória de Ryan, com todos os democratas e 10 republicanos se opondo.

O plano de Ryan busca encolher drasticamente os déficits ao longo da próxima década e alcançar um pequeno superávit até 2023.

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