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Cameron afirma que serviços secretos agem dentro da lei

Internacional|Do R7

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Londres, 10 jun (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, afirmou com veemência nesta segunda-feira que os serviços secretos do país trabalham dentro da legalidade, após a polêmica gerada pela suposta espionagem no centro de escutas GCHQ. Em declarações em Essex, nos arredores de Londres, Cameron disse que as agências de inteligência são subordinadas a um "controle adequado" e são necessárias para proteger os cidadãos de um "mundo perigoso", em referência às atividades terroristas. O primeiro-ministro conservador reagiu assim aos vazamentos no jornal "The Guardian" sobre os trabalhos do GCHQ, o centro britânico de escutas situado em Cheltenham, cujas atividades são secretas. De acordo com o veículo, o centro utiliza desde 2010 um programa secreto americano, Prism, para reunir informação privada dos principais servidores de internet. "É bom lembrar por que temos serviços de inteligência e o que fazem por nós. Vivemos em um mundo perigoso, vivemos em um mundo com terrorismo. Vimos isso recentemente nas ruas de Woolwich", disse Cameron, em referência ao assassinato em maio do soldado britânico Lee Rigby a mãos de dois radicais islâmicos. Segundo o chefe do governo, as agências de espionagem trabalham "dentro da lei" e "estão subordinadas ao escrutínio do Comitê de Segurança e Inteligência da Câmara dos Comuns". Cameron fez os comentários antes da declaração que o ministro britânico de Relações Exteriores, William Hague, fará nesta tarde - às 14h30 (11h30 de Brasília) - na Câmara dos Comuns para dar conta da suposta espionagem do centro de escutas britânico. O presidente do comitê parlamentar, o conservador Malcolm Rifkind, disse hoje à rede "BBC" que a lei é muito clara sobre a atuação do GCHQ. "Se as agências de inteligência britânicas querem saber o conteúdo dos correios do povo que vive no Reino Unido, então devem obter uma autorização legal. Isso normalmente significa uma autoridade ministerial", disse Rifkind. As revelações sobre o centro se somaram às informações publicadas também por "The Guardian" sobre a vigilância nas comunicações telefônicas e digitais de milhões de usuários realizada em segredo pela Agência Nacional de Inteligência (NSA) dos Estados Unidos. O jornal revelou que um jovem americano de 29 anos chamado Edward Snowden, um ex-técnico da CIA que trabalhou como consultor para a Agência Nacional de Inteligência (NSA) dos EUA, é a fonte dos últimos vazamentos sobre a ciberespionagem americana. EFE vg/tr

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