‘Canadá faz muito bem em tentar reduzir a dependência dos EUA’, diz analista internacional
Primeiro-ministro canadense aumentou popularidade ao demonstrar resistência aos ataques e ofensas de Donald Trump
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Donald Trump afirmou que o Canadá “só vive por causa dos Estados Unidos”. O primeiro-ministro do país vizinho, Mark Carney, respondeu e disse que a nação prospera por conta dos próprios valores. Os embates não pararam por aí e, logo depois, Trump revogou o convite feito a Carney para integrar o Conselho de Paz; em relação à medida, Trump escreveu em uma rede social: “O Conselho de Paz está retirando o convite feito para que o Canadá se junte ao mais prestigioso conselho de líderes já reunido”.
Não foi a primeira vez que o primeiro-ministro revidou o norte-americano, algo que tem aumentado a popularidade do canadense no país. Os índices de aprovação de Mark Carney estão acima dos 50%, segundo dados recentes. A ofensa de Trump ao país tem relação ao fato de, na semana passada, o primeiro-ministro ter fechado um acordo comercial com a China. Durante um discurso, Carney defendeu que as potências médias podem agir em conjunto para evitar serem vítimas da hegemonia americana.
Apesar de sua presença no cenário político internacional, o primeiro-ministro nem sempre foi o favorito do Canadá. “Ele venceu as eleições justamente com um discurso de resistência à lógica imperialista dos Estados Unidos, que assusta muito os canadenses”, avalia o professor de política internacional da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) Paulo Velasco.
Durante o Conexão Record News desta sexta (23), o especialista afirmou que os EUA e Canadá têm tido discussões em torno da política externa abordada por ambas as nações. “À medida que o Trump revela esse tom cada vez mais autocrático e imperialista, ele provoca a reação de muitos atores, inclusive o Canadá, que faz muito bem em reduzir a dependência nos Estados Unidos e avançar um diálogo mais com países de outras regiões”, argumenta.
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