As crises que quase derrubaram a monarquia durante o reinado de Elizabeth 2ª
Escândalos familiares, rupturas públicas e acusações graves testaram os limites da instituição ao longo de sete décadas
Internacional|Do R7
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O reinado da Elizabeth 2ª ficou marcado pela estabilidade e longevidade, mas também por uma sucessão de crises que colocaram à prova a imagem da monarquia britânica. Ao longo de 70 anos no trono, a soberana enfrentou escândalos familiares, pressões públicas e episódios que abalaram a confiança popular na instituição.
Embora tenha cultivado uma postura discreta e resiliente, a rainha precisou administrar conflitos que, em diferentes momentos, ameaçaram a credibilidade da família real. Esses episódios envolveram desde romances proibidos até acusações criminais e rupturas institucionais.
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Romance proibido da princesa Margaret
Ainda nos primeiros anos do reinado, a princesa Margaret se envolveu em um relacionamento controverso com o capitão Peter Townsend, um homem divorciado. O romance ganhou repercussão pública e esbarrou nas rígidas regras da Igreja da Inglaterra.
Apesar do pedido de casamento feito após o divórcio de Townsend, a união foi considerada inviável. Em 1955, o casal encerrou o relacionamento, evidenciando o peso das tradições sobre a vida pessoal dos membros da realeza.
Diana, a ‘princesa do povo’ e a crise de imagem
O casamento entre o então príncipe Charles e Diana Spencer, celebrado em 1981, rapidamente se transformou em um dos maiores escândalos da monarquia. As traições mútuas vieram à tona e expuseram a fragilidade da relação.
Declarações públicas, como a famosa frase de Diana sobre “três pessoas no casamento”, além de vazamentos de conversas íntimas, ampliaram o desgaste. A entrevista concedida por Diana em 1995 revelou problemas de saúde mental e intensificou o constrangimento público da família real.
A morte da princesa, em 1997, provocou uma comoção global e gerou críticas à postura considerada fria da monarquia. A reação da rainha abalou sua relação com a população, em um dos momentos mais delicados do reinado.
O ‘Annus Horribilis’ de 1992
O ano de 1992 foi definido pela própria rainha como um “annus horribilis” (ano horrível, em latim). Em poucos meses, três dos quatro filhos de Elizabeth enfrentaram separações conjugais.
Charles e Diana se divorciaram, enquanto Andrew e Sarah Ferguson também anunciaram o fim do casamento. Ao mesmo tempo, Anne se separou de Mark Phillips.
Escândalos envolvendo fotos íntimas e revelações de cartas pessoais vieram a público, ampliando a exposição negativa da família real. O período simbolizou um dos pontos mais baixos da imagem institucional da monarquia.
Dinheiro público e pressão por transparência
Ainda em 1992, a monarquia enfrentou protestos relacionados ao uso de recursos públicos para reformas no Castelo de Windsor. A pressão popular levou a rainha a tomar uma decisão inédita.
Elizabeth 2ª passou a pagar impostos sobre sua renda privada, mesmo sem obrigação legal. A medida foi interpretada como uma tentativa de responder às críticas e preservar a legitimidade da instituição diante da opinião pública.
Harry, Meghan e o ‘Megxit’
Décadas depois, uma nova crise ganhou dimensão global com o afastamento do príncipe Harry e de Meghan Markle das funções reais, em 2020.
O casal, que havia modernizado a imagem da monarquia, decidiu buscar independência financeira e deixou o Reino Unido. A saída foi apelidada de “Megxit” e gerou forte repercussão.
Em entrevista à apresentadora Oprah Winfrey, Meghan relatou episódios de racismo dentro da família real e revelou ter enfrentado pensamentos suicidas sem apoio institucional. As declarações aprofundaram a crise e expuseram tensões internas.
O escândalo do príncipe Andrew
Outro episódio de grande impacto envolveu o príncipe Andrew, acusado de abuso sexual por Virginia Giuffre. O caso trouxe à tona sua relação com o financista Jeffrey Epstein.
A repercussão foi imediata. Andrew foi afastado de funções públicas e perdeu títulos militares honorários. Apesar de negar as acusações, sua entrevista à BBC foi considerada desastrosa e agravou a crise.
O caso terminou com um acordo extrajudicial, mas deixou marcas profundas na imagem da monarquia, reforçando a percepção de vulnerabilidade da instituição diante de escândalos contemporâneos.
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