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Quase 8.000 pessoas morreram ou desapareceram tentando migrar em 2025

Mais de quatro em cada 10 casos ocorreram em rotas marítimas para a Europa

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Em 2025, cerca de 8.000 pessoas morreram ou desapareceram em rotas migratórias.
  • As rotas marítimas para a Europa foram as mais mortais, com muitos "naufrágios invisíveis".
  • A OIM informou que o número de mortes caiu em relação a 2024, mas suspeita de 1.500 casos não verificados.
  • As rotas migratórias estão mudando devido a conflitos e mudanças climáticas, aumentando os riscos para os migrantes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Refugiados Rohingya fazem fila para receber comida do Programa Mundial de Alimentos (PMA), em um campo de refugiados em Cox's Bazar, Bangladesh
Recorde histórico é de 2024, com 9.197 pessoas mortas ou desaparecidas Mohammad Ponir Hossain/Reuters - 18.04.2026

Cerca de 8.000 pessoas morreram ou desapareceram em rotas migratórias no ano passado, sendo as rotas marítimas para a Europa as mais mortais e muitas vítimas perdidas em “naufrágios invisíveis”, disse uma agência da ONU nesta terça-feira (21).

“Esses números testemunham nosso fracasso coletivo em evitar essas tragédias”, disse Maria Moita, que dirige o departamento humanitário e de resposta da OIM (Organização Internacional para as Migrações), em uma coletiva de imprensa em Genebra.


Embora o número de 7.904 pessoas mortas ou desaparecidas tenha caído em relação ao recorde histórico de 9.197 em 2024, a OIM disse que isso se deveu em parte a 1.500 casos suspeitos que não foram verificados devido a cortes na ajuda.

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Mais de quatro em cada 10 mortes e desaparecimentos ocorreram em rotas marítimas para a Europa. Muitos casos foram os chamados “naufrágios invisíveis”, em que barcos inteiros se perdem no mar e nunca são encontrados, disse a OIM em um novo e assustador relatório.


A rota da África Ocidental para o norte foi responsável por 1.200 mortes, enquanto a Ásia registrou um número recorde de mortes, incluindo centenas de refugiados Rohingya que fugiam da violência em Mianmar ou da miséria em campos de refugiados lotados em Bangladesh.

“As rotas estão mudando em resposta a conflitos, pressões climáticas e mudanças de políticas, mas os riscos ainda são muito reais”, disse a diretora-geral da OIM, Amy Pope, em um comunicado. “Por trás desses números estão pessoas que fazem viagens perigosas e famílias que ficam esperando por notícias que talvez nunca cheguem.”

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