Canadá rejeitou conceder refúgio à família de menino sírio Aylan Kurdi
Internacional|Do R7
Toronto (Canadá), 3 set (EFE).- Aylan Kurdi, o menino curdo-sírio cujo corpo se transformou no símbolo da tragédia dos refugiados sírios, foi rejeitado como refugiado, junto com sua família, pelo Canadá, informaram nesta quinta-feira os meios de comunicação locais. Os corpos de Kurdi, de três anos de idade e procedente da cidade curda de Kobani, de seu irmão Galip, de 5 anos, e da mãe de ambos, Rehan, foram encontrados na praia turca de Bodrum, após o naufrágio da embarcação na qual fugiam da Síria. O pai, Abdullah Kurdi, foi o único membro da família que sobreviveu à tragédia. A família Kurdi tinha tentado viajar para o Canadá como refugiados, mas sua solicitação foi negada pelo governo canadense do primeiro-ministro Stephen Harper, segundo disseram familiares dos mortos que vivem no país americano. Fin Donnelly, um deputado do social-democrata Novo Partido Democrático (NPD) do Canadá, disse à imprensa canadense que em março deste ano entregou pessoalmente ao ministro de Imigração do Canadá, o conservador Chris Alexander, uma carta da família para patrocinar o refúgio dos Kurdi. Mas, segundo Donnelly, Alexander nunca respondeu à solicitação de Fatima Kurdi, irmã de Abdullah Kurdi, que vive na província canadense de Colúmbia Britânica. Em junho deste ano, a solicitação de refúgio dos Kurdi foi rejeitada, informou o periódico "The National Post". O governo canadense foi duramente criticado por organizações de defesa dos direitos Humanos, e inclusive pela ONU, por sua resposta à crise de refugiados sírios. O Canadá, um país tradicionalmente aberto a imigrantes e asilados e que no século XX abriu suas portas a dezenas de milhares de refugiados procedentes de países comunistas, como Hungria e Vietnã, só aceitou 1.060 refugiados sírios desde meados de 2013 segundo números oficiais. EFE jcr/ma












