Cão de mulher com ebola nos EUA não será sacrificado
Médicos querem levar o cachorro para a paciente infectada
Internacional|Do R7
Autoridades de Dallas, nos EUA, disseram nesta segunda-feira (13) que não têm planos de sacrificar o cão da profissional de saúde infectada por ebola nessa cidade, já que o animal não mostra evidência alguma de estar doente.
Segundo o prefeito de Dallas, Mike Rawlings, a eventualidade que uma pessoa com ebola tivesse um animal de estimação estava prevista no protocolo de atendimento, por isso "há um plano" para cuidar dos cães sempre que não mostrem sintomas de estarem doentes.
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Por enquanto, o animal está no apartamento da mulher, onde no domingo foi alimentado por pessoal especializado do município. Está previsto que nas próximas horas ele seja levado a um centro de cuidados, à espera da evolução de saúde de sua proprietária.
"O cachorro é muito importante para a paciente, e queremos que esteja a salvo", disse Rawlings ao jornal USA Today.
O caso lembra o de Excalibur, o cachorro da auxiliar de enfermagem infectada por ebola na Espanha, Teresa Romero, e que foi sacrificado pelas autoridades de seu país.
A americana protagoniza o segundo caso de ebola confirmado em Dallas e o primeiro contágio dentro dos EUA.
Ela atendeu Thomas Eric Duncan, o homem liberiano que faleceu na quarta-feira passada e que foi a primeira pessoa diagnosticada com o vírus no país.
As autoridades dos EUA continuam hoje investigando o que ocorreu para que a trabalhadora, cuja identidade não foi revelada por desejo da família, fosse infectada.
Durante seu contato com Duncan, ela usava a roupa especial de proteção, mas "em algum momento houve uma falha no protocolo" de segurança, segundo argumentou no domingo o diretor dos CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças), Thomas Frieden.
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