Centenas de milhares de sunitas iraquianos se manifestam contra o governo
Internacional|Do R7
Bagdá, 15 fev (EFE).- Centenas de milhares de sunitas iraquianos se manifestaram nesta sexta-feira contra o governo em vários pontos do país, embora o exército tenha impedido dezenas de milhares de outros de irem a um bairro de Bagdá para participar de uma oração e um grande protesto. As autoridades iraquianas rejeitaram o plano dos organizadores dos protestos para fazer a grande "oração unificada" na mesquita de Abi Hanifa, no bairro de Al Azamiya, no norte de Bagdá. Por isso, foram realizadas "rezas unificadas" nas cidades mais importantes dos sunitas nas províncias de Ninawa, Kirkuk, Salah ad-Din e Diyala, no norte; e Al-Anbar, no oeste, além de nas regiões sunitas de Bagdá. O imã que dirigiu a reza em Al Faluja (província de Al-Anbar), xeque Hassan Suheil al Yamili, pediu aos manifestantes para ter paciência e a permanecer firmes em suas reivindicações. "Eles (o governo) apostam em sua fraqueza. Acaso vocês se sentem derrotados? Que o mundo ouça que nós continuamos firmes", ressaltou o clérigo. Dezenas de milhares de pessoas participaram depois da oração em uma manifestação em Al Ramadi, nessa mesma província, para pedir a libertação dos presos políticos e acabar com a exclusão e a marginalização. Manifestações similares aconteceram nas demais cidades de maioria sunita do Iraque. Na terça-feira passada, o Ministério do Interior rejeitou autorizar a grande manifestação e a reza unificada em Bagdá - nos quais iam participar centenas de milhares de sunitas do norte e oeste do país - por motivos de segurança. Para impedir a chegada de sunitas, as autoridades fecharam as estradas e os acessos que conduzem a Bagdá, e reforçaram as medidas em torno das sedes do governo e o Parlamento. Ontem, o porta-voz dos manifestantes de Al-Anbar, xeque Said al Lami, anunciou em comunicado o cancelamento da reza coletiva na mesquita de Bagdá, mas destacou que "veem-se sinais de vitória no horizonte depois que o governo ficou assustado com o estrondoso grito da manifestação do sexta-feira passada". Nessa manifestação, os habitantes de Al-Anbar ameaçaram chegar hoje, sexta-feira, à mesquita Abi Hanifa. Há semanas, o Iraque é palco de protestos nas províncias de maioria sunita, que exigem - entre outros pontos - a libertação dos detidos, a revogação da lei antiterrorista e a discriminação que os sunitas acreditam que existe por parte do governo do primeiro-ministro, Nouri al-Maliki, xiita. EFE sy/tr













