Logo R7.com
RecordPlus
‌

Cerca de 4.600 presos palestinos iniciam greve de fome em Israel

Palestinos protestam por causa da morte de um detento que sofria de câncer e não estava recebendo o devido atendimento médico

Internacional|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
A morte do prisioneiro gerou diversos protestos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Na imagem, manifestante chuta pneu em chamas durante confronto com soldados israelenses em Hebron. O Exército israelense enviará um grande aparato de segurança para o funeral
A morte do prisioneiro gerou diversos protestos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Na imagem, manifestante chuta pneu em chamas durante confronto com soldados israelenses em Hebron. O Exército israelense enviará um grande aparato de segurança para o funeral MARCO LONGARI/AFP

Cerca de 4.600 palestinos presos em Israel iniciaram nesta quarta-feira (3) uma greve de fome para protestar contra a morte de um recluso que sofria de câncer e que, segundo a Autoridade Nacional Palestina (ANP), não recebeu o devido atendimento médico.

O presidente do Clube de Presos Palestinos, Qadura Fares, disse à Agência Efe que aproximadamente 4.600 detentos se negaram na manhã de hoje a realizar suas refeições e que a medida continuará sendo aplicada.

‌

"É um período muito tenso. Tínhamos apelado para a comunidade internacional porque se sabia o estado crítico de Maysara Abu Hamdiye [preso morto ontem], mas a ocupação israelense não queria que ele passasse seus últimos dias com sua família", declarou Fares.

A porta-voz do serviço penitenciário israelense, Sivan Weizmann, confirmou que este número de presos não se alimentou pela manhã.

‌

As autoridades israelenses não definem esta situação como greve de fome, termo que empregam após a rejeição de seis refeições em um prazo de 48 horas.

Abu Hamdiye, 64, foi condenado à prisão perpétua por seu envolvimento em um frustrado atentado em Jerusalém. O palestino morreu em função de um câncer na garganta em um hospital de Bersheva, próximo da penitenciária de Seroka.

‌

Segundo a agência palestina Maan, em março Hamdiye se queixou a seu advogado de que só recebia analgésicos para tratar de seu câncer e não contava com atendimento médico dentro da prisão.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, declarou ontem em Ramala que a morte de Abu Hamdiye é uma demonstração da "intransigência e arrogância" de Israel.

‌

O responsável pelo serviço de prisões israelenses no sul do país, Gondar Nasim Sabiti, disse que estava sendo analisada uma libertação adiantada para Abu Hamdiye, o que seria discutida nesta semana.

O governo israelense acusa a ANP de utilizar a morte para gerar um aumento da violência na região.

Israel realizará hoje a autópsia do corpo do prisioneiro em Tel Aviv, na presença de um observador palestino. O corpo será depois entregue à ANP, que organizará o enterro, que deverá ser realizado amanhã em sua cidade natal, Hebron, no sul do território ocupado da Cisjordânia.

O Exército israelense aumentou sua presença em Jerusalém e Cisjordânia para evitar protestos e enviará um grande aparato de segurança para o funeral. 

O que acontece no mundo passa por aqui

Moda, esportes, política, TV: as notícias mais quentes do dia

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.