Cessar-fogo pode estar sendo usado para reorganização das forças de EUA e Irã, avalia professor
Especialista diz que objetivo nem sempre é uma trégua de fato; prazo se encerra na noite desta quarta-feira (22)
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O prazo do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã termina nesta quarta-feira (22) à noite, e o encerramento aumenta as tensões no Oriente Médio. Em entrevista ao Alerta Brasil, Marcus Vinicius de Freitas, professor da Universidade de Relações Exteriores da China, comenta que os dois países mantêm posições rígidas, mas que não se sabe ao certo o que ambos querem com a ação.
“O problema do cessar-fogo é que você não sabe se o objetivo é de fato cessar fogo ou se é um período para reorganização das forças armadas, tanto de um lado como do outro, para aí reavaliarem as suas posições e aquilo que eles pretendem fazer na continuidade da guerra”, diz.

“O grande fator e a grande preocupação de todo o cessar-fogo é que ele desestabiliza um pouco aquilo que estava mobilizado. Ele desmobiliza a atuação e isso faz com que os exércitos percam um pouco da sua velocidade em resposta aos ataques que eventualmente poderiam sofrer. E por essa razão que, para o Irã, é negativo o cessar-fogo e, para os Estados Unidos, lhes permite fazer com que novas tropas cheguem à região, justamente para poder atuar mais intensamente”, completa.
Segundo o especialista, a situação é complexa devido aos diferentes interesses entre as partes. Além dos EUA e do Irã, Israel também desempenha um papel nas tensões, já que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu tem sido apontado como influente nas decisões americanas.
“[Netanyahu e o Estado de Israel] Foram os que arquitetaram toda essa movimentação e que Trump descobriu que foi uma das piores coisas que ele poderia ter feito como guerra”, comenta.
Ainda nesta terça-feira (21), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse à CNBC em uma entrevista que não quer prorrogar um cessar-fogo com o Irã. Mas, segundo o especialista, a maior dificuldade é a população confiar nisso.
“A grande preocupação dele é fazer com que o mercado norte-americano sinta a confiabilidade naquilo que ele afirma que vai fazer, e com isso, esse é o fator principal que o guia nas decisões na presidência dos Estados Unidos”, argumenta.
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