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Chancelaria russa adverte sobre risco de guerra nuclear

Diplomata russo falou durante conferência na Escola Superior de Economia, onde falou sobre deterioração da estabilidade estratégica internacional

Internacional|Da EFE

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Vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov
Vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov

O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, afirmou nesta quinta-feira (12) que a deterioração da estabilidade estratégica internacional corre o risco de desencadear uma guerra nuclear.

O diplomata russo fez esta observação durante uma conferência realizada na Escola Superior de Economia, onde falou sobre a crescente deterioração da estabilidade estratégica, afirmando se tratar de "um fato indiscutível".


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"Os riscos também aumentam. Existe o risco de uma guerra nuclear, mesmo em uma situação em que as partes não pretendem desencadear um conflito nuclear", afirmou, citado pela agência russa "RIA Novosti".

Segundo Ryabkov, esta dinâmica negativa está sendo observada especialmente desde o ano passado, onde os passos dados pelos "colegas ocidentais" tornaram-se cada vez menos pensados e, às vezes, "extremamente agressivos".


Nesse sentido, ele acusou o Ocidente de "bloquear" o trabalho dos canais de diálogo e de continuar a desmantelar os mecanismos de controle de armas.

"Defendemos a retomada dos diálogos para garantir estabilidade estratégica e segurança internacional", afirmou, ao ressaltar que Moscou espera uma resposta adequada dos Estados Unidos.


Ryabkov disse que Washington continua adiando as negociações sobre a extensão do tratado START III, chamado New START, e que "cria artificialmente um estado de indefinição", apesar das propostas da Rússia de estender o acordo por mais cinco anos.

"Eles nos fazem entender que não estão preparados para manter uma discussão detalhada, pelo menos por enquanto. Aparentemente, há uma tentação de 'brincar' com essa indeterminação", acrescentou.

O START III, o tratado estratégico de redução de armas ofensivas, foi assinado em 2010 pelos então presidentes da Rússia e EUA, Dmitri Medvedev e Barack Obama, respectivamente, e expira em 2021.

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