Chanceler egípcio diz a Kerry que não houve "golpe militar"
Internacional|Do R7
CAIRO, 4 Jul (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores egípcio, Mohamed Kamel Amr, disse que ele garantiu ao secretário de Estado dos EUA, John Kerry, em um telefonema nesta quinta-feira, que a derrubada do presidente Mohamed Mursi não foi um golpe militar.
A definição do que aconteceu no Egito na quarta-feira é importante porque a derrubada militar de um líder eleito geralmente provoca sanções econômicas e poderia implicar um corte de ajuda vital dos Estados Unidos para o Egito.
"O lado americano é um parceiro estratégico para o Egito e o bem-estar do Egito é importante para eles", disse Amr, um diplomata de carreira que apresentou sua demissão a Mursi na terça-feira, mas que continua no comando do Ministério das Relações Exteriores do Egito - pelo menos até que um novo governo tecnocrata interino seja nomeado.
"Espero que eles leiam a situação no caminho certo, que este não é um golpe de Estado militar de qualquer forma. Esta foi realmente a vontade esmagadora do povo."
Kerry lhe assegurou, segundo Amr, que o Egito é um aliado estratégico cuja estabilidade é importante. Kerry também questionou sobre os direitos humanos, e o ministro egípcio disse que não haveria atos de vingança contra Mursi e seu grupo, a Irmandade Muçulmana.
Amr, entrevistado em seu escritório no Ministério das Relações Exteriores no Cairo, disse que havia informado muitos embaixadores no Cairo e falado por telefone com mais de uma dúzia de ministros das Relações Exteriores e com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas na quinta-feira.
Amr disse ter informado a eles: "definitivamente, o que aconteceu não foi um golpe militar, eu sei que ontem à noite e hoje algumas pessoas estão dizendo isso, é claro, eu posso entender, mas o que aconteceu, definitivamente, definitivamente, não foi um golpe militar".
Ele afirmou que o movimento foi impulsionado pelas maciças manifestações populares no domingo contra Mursi, que persuadiram as Forças Armadas a intervir e suspender a Constituição. O roteiro estabelecido assegura a realização de novas eleições.
(Reportagem de Shadia Nasralla)












